O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao fim do prazo de 90 dias de prisão domiciliar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (25), em meio a expectativa de possível prorrogação ou encerramento da medida.
Segundo interlocutores, aliados e familiares do ex-presidente, há expectativa de que a prisão domiciliar seja prorrogada por razões de saúde. No entanto, o cenário é considerado incerto após a apreensão de uma arma vinculada a Bolsonaro que estava com um de seus seguranças, fato que pode influenciar na decisão do STF.
Em despacho recente, Moraes classificou o episódio como possível “falta grave” e solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou não ver, por ora, irregularidade disciplinar, aguardando a conclusão das investigações.
Aliados de Bolsonaro avaliam que o ministro pode decidir pelo encerramento da prisão domiciliar, embora ministros da Corte também considerem a possibilidade de manutenção da medida em casa. O episódio ocorre em meio a discussões políticas sobre o impacto do isolamento do ex-presidente e sua atuação reduzida no cenário eleitoral.
Durante o período em prisão domiciliar, Bolsonaro teve rotina restrita de visitas, acompanhamento médico e menor participação direta na articulação política, segundo relatos de pessoas próximas.
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