Os advogados Lucas Fernandes Nogueira Brandolis e Matheus Pelzl Ferreira, suspensos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no dia 18 de junho, alegaram nesta sexta-feira (26) que um ex-auxiliar jurídico teria sido o responsável pelo uso de inteligência artificial (IA) em petições judiciais.
A dupla chegou a ser impedida de atuar, mas conseguiu uma liminar na Justiça Federal, em Campo Grande, que autorizou o retorno imediato à advocacia. Segundo o entendimento inicial da decisão, não haveria elementos suficientes para manter a suspensão até a conclusão das investigações.
O caso envolve a apuração de suposto uso de “prompt injection”, técnica que insere comandos ocultos em documentos com o objetivo de influenciar sistemas de IA utilizados na análise de processos judiciais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou a prática em petições, o que motivou a abertura de investigação pela OAB/MS.
Em nota, os advogados afirmam que foram eles próprios que levaram o caso às autoridades e que adotaram medidas imediatas ao identificar o problema.
A OAB investiga a possível responsabilidade pela criação do mecanismo, enquanto a defesa sustenta que a ação teria sido feita por um ex-integrante da equipe jurídica.
Com informações do G1/MS
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