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Perseguição por Bolsonaro ter me indicado ao Senado, afirma Pollon sobre Conselhos de Ética

por | maio 8, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O deputado federal Marcos Pollon afirmou que as duas representações contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados têm evidências de perseguição.  “É evidente que tem uma perseguição pessoal do modo que foi conduzido. É sim. Perseguição por eu ser o único indicado por carta pessoalmente pelo presidente Bolsonaro. O Sistema não quer esse perfil de senador. No meu caso específico há um requinte de pessoalidade, pois eu fiz um discurso cobrando que se pautasse a anistia. Por causa desse discurso foi recomendado minha suspensão”, disse.

Pollon reforçou que os processos possuem cunho persecutório, pessoal e com viés de vingança. ” Eles não estão  nos atacando como indivíduos. É um ataque direto às atribuições e prerrogativas dos deputados federais. É um ataque às instituições. É um ataque a liberdade”, completou..

O artigo 53 da Constituição Federal garante imunidade parlamentar por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. “Não existe abuso. O parlamentar tem direito absoluto de dizer o que ele quiser. Um processo nitidamente com cunho persecutório, pessoal e com viés de vingança”.

O deputado informou que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC). “Acredito que na CCJ será arquivado. Pois não é uma punição em cima dos indivíduos. É uma decisão que enfraquece as prerrogativas dos parlamentares. Um dos erros mais absurdos foi ter autorizado a prisão do Daniel Silveira, mesmo com todas prerrogativas constitucionais, por dez anos por gravar um vídeo no youtube”, enfatizou.  

Em relação ao segundo processo em tramitação no Conselho de Ética, a mobilização popular continua para demonstrar o apoio e pressionar os integrantes do Conselho. Durante todo o processo, familiares dos presos do 8 de janeiro têm acompanhado as reuniões para prestar solidariedade ao deputado Marcos Pollon.

Marcos Pollon recordou que é integrante do Conselho de Ética desde o início da atual legislatura e não presenciou em mais nenhum outro processo os absurdos que ocorreram durante a representação contra ele. “Nunca vi reuniões intermináveis como a nossa. Mais de 9 horas de sessão. Sem intervalo. Sem respeitar o limite físico dos parlamentares. Descabido. O presidente da Câmara suspendeu a sessão do plenário para não interromper o Conselho de Ética e poderem votar contra a gente. É sim. Perseguição”.

O ato de ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro contou com a participação de mais de 100 parlamentares, entretanto foram pinçados somente três deputados para sofrerem representação ético disciplinar. Parlamentares da esquerda nos últimos anos realizaram o mesmo ato de ocupação da mesa 17 vezes, sem nenhuma punição aos envolvidos. 

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