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Golpe da carta contemplada: Justiça bloqueia R$ 7,5 milhões de grupo investigado em operação no MS

por | dez 4, 2025 | Últimas notícias

Itens apreendidos durante operação em MS — Foto: Dracco-MS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Castelo de Cartas para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras. A ação, coordenada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), ocorreu em Campo Grande e em cidades de outros cinco estados: Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Segundo as investigações, o grupo aplicava golpes conhecidos como “carta de crédito contemplada”, além de negociar ilegalmente veículos e imóveis. A delegada Ana Claudia Medina explicou que esse era o núcleo principal da fraude. “O forte eram as cartas contempladas envolvendo principalmente imóveis, mas também havia veículos e outros bens. Esse era o grande ‘x’ da questão”, afirmou.

A análise do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/Dracco) identificou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão às vítimas. Para movimentar os valores, os investigados utilizavam contas bancárias de terceiros, incluindo familiares e funcionários, na tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro.

As apurações também revelaram conexões do grupo que atua em Mato Grosso do Sul com investigados de Rondônia, já alvos da Operação Carga Prensada, deflagrada pela Polícia Federal em 2021, que combateu tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

Bloqueio de bens

Com o objetivo de garantir o ressarcimento das vítimas, o Dracco solicitou o bloqueio de imóveis, veículos e valores que somam mais de R$ 7,5 milhões — cerca de cinco vezes o prejuízo inicialmente identificado. Após parecer favorável do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 7.524.805,40 dos investigados.

A Operação Castelo de Cartas integra a 3ª Renorcrim, dentro da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O nome faz referência ao “desmoronar do sonho” das vítimas, que acreditavam estar realizando a compra da casa própria ou de veículos, mas acabaram enganadas.

As ações continuam sob coordenação do Dracco.

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