O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou durante uma reunião com diplomatas em Brasília que urnas eletrônicas usadas no Brasil teriam a mesma origem de equipamentos da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração foi contestada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirma que a empresa nunca forneceu urnas ou softwares utilizados nas eleições brasileiras.
Segundo a Justiça Eleitoral, a Smartmatic apenas prestou serviços de treinamento e suporte técnico para profissionais que atuaram no processo eleitoral, sem participação na fabricação ou programação dos equipamentos.
Durante o encontro, Flávio pediu que países estrangeiros enviem observadores para acompanhar as eleições de 2026 e afirmou que não estaria questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendendo medidas para ampliar a transparência.
A declaração ocorre após o TSE ter tornado inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro por reunião semelhante com embaixadores em 2022, na qual foram feitas críticas sem comprovação ao sistema eletrônico de votação. Flávio também criticou decisões judiciais envolvendo o pai e afirmou que pretende disputar a Presidência nas eleições deste ano.



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