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Anestesia infantil: informação e acolhimento ajudam a reduzir medo em crianças e também nos pais

por | maio 20, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Livro de pintura, roupas de herói e conversa franca podem ajudar a reduzir a ansiedade antes de cirurgias e exames 

Passar por uma anestesia pode gerar insegurança em qualquer idade. Para uma criança, esse medo costuma ser ainda maior, não apenas pela anestesia em si, mas por tudo o que envolve o momento: o ambiente hospitalar, os aparelhos, as pessoas desconhecidas, a separação dos pais e a sensação de perder o controle.

Segundo a médica anestesiologista Marina Franzim, do Servan Anestesiologia, muitas vezes a criança não tem medo exatamente da anestesia, mas do que imagina que vai acontecer. Por isso, a forma como esse processo é explicado e conduzido faz diferença.

“A criança pode ter medo do desconhecido, do ambiente hospitalar, da separação dos pais, dos aparelhos, das pessoas diferentes ao redor e, principalmente, da sensação de perder o controle. Muitas vezes, ela não tem medo exatamente da anestesia, mas do que imagina que vai acontecer”, explica.

Na anestesia infantil, o cuidado começa antes do centro cirúrgico. A equipe anestésica avalia idade, peso, histórico de saúde, alergias, uso de medicamentos, jejum, doenças respiratórias recentes, tipo de cirurgia, exames quando necessários e experiências anteriores com anestesia. Mas, além da avaliação clínica, há outro ponto fundamental: preparar emocionalmente a criança e a família.

“A criança não é um adulto pequeno. Ela tem particularidades respiratórias, cardiovasculares, metabólicas, emocionais e de desenvolvimento. Tudo isso permite escolher a técnica mais segura e adequada para cada criança”, afirma Marina.

Quando a criança participa, o medo diminui

A conversa lúdica é uma das formas de tornar o procedimento mais compreensível. Em vez de apresentar a anestesia com termos técnicos, a equipe adapta a explicação à idade da criança e usa referências próximas ao universo infantil.

Segundo Marina, pequenos gestos ajudam a devolver à criança a sensação de segurança. Explicar a máscara como uma “máscara de astronauta”, permitir que ela escolha um cheirinho, segure um brinquedo ou participe de pequenas decisões são maneiras de fazer com que ela se sinta acompanhada e respeitada.

“Quando usamos uma linguagem lúdica, adequada à idade da criança, conseguimos transformar um momento assustador em algo mais compreensível. A criança deixa de ser apenas ‘levada’ para o procedimento e passa a se sentir acompanhada e respeitada”, destaca.

Esse acolhimento não substitui a segurança técnica. Ele faz parte dela. No atendimento pediátrico, comunicação, vínculo e sensibilidade ajudam a reduzir medo, choro e resistência, facilitando a experiência da criança, da família e da própria equipe.

Pais também precisam ser acolhidos

O preparo emocional também passa pelos responsáveis. Para a criança, os pais são a principal referência de segurança. Quando eles estão bem orientados, acolhidos e tranquilos, conseguem transmitir mais confiança.

O medo dos pais, no entanto, é natural. Ver um filho passar por uma cirurgia ou até mesmo por um exame com anestesia pode gerar insegurança. Por isso, a orientação à família também faz parte do cuidado, inclusive para explicar cada etapa do processo e reforçar que, ao acordar, a criança terá os pais ao seu lado.

“Para a criança, a tranquilidade dos pais é uma das formas mais importantes de segurança. Nosso objetivo é cuidar não apenas do procedimento, mas da experiência de toda a família”, reforça.

Técnica e afeto caminham juntos

No ambiente hospitalar, o acolhimento começa antes da anestesia. Ele envolve escutar a família, entender a criança, explicar o que vai acontecer, respeitar o tempo dela sempre que possível e adaptar a abordagem conforme a idade e o temperamento.

“Na pediatria, técnica e afeto caminham juntos: segurança, monitorização e preparo são fundamentais, mas o vínculo e a comunicação também fazem parte do cuidado”, afirma Marina.

No Servan, essa preocupação aparece em diferentes estratégias voltadas ao atendimento pediátrico, desde a avaliação pré-anestésica até o uso de recursos lúdicos quando possível. A proposta é que a criança seja vista de forma integral, considerando corpo, emoção e vínculo familiar.

A equipe também utiliza elementos que ajudam a tornar o ambiente menos frio, como capas de super-herói, asas de borboleta e um astronauta que ilumina o teto do centro cirúrgico. O recurso cria uma atmosfera mais próxima da imaginação infantil e ajuda a transformar aquele momento em uma experiência menos ameaçadora.

Preparo colorido

Uma das iniciativas criadas a partir desse olhar é o Servan Goods, projeto inspirado nos conhecidos Bob Goodies, que busca tornar o momento da anestesia mais leve e acolhedor para as crianças. O material é totalmente autoral, com ilustrações de Esther Hoffmann, inspirado em ambientes reais do Servan.

A proposta é apresentar, de forma simples e lúdica, as etapas que a criança pode vivenciar antes, durante e depois da anestesia. A história começa no consultório, onde acontece a consulta pré-anestésica, momento em que o anestesiologista avalia exames, conversa com os responsáveis e orienta sobre cuidados como o jejum. Depois, o livro mostra a sala cirúrgica, o momento da anestesia e o pós-anestésico.

Para Elizabeth Vanuchi, coordenadora de marketing do Servan, a informação é uma das principais formas de reduzir o medo.

“O maior medo que as pessoas têm da anestesia é sanado com informação. E se para um adulto isso já é assustador, para uma criança é ainda mais. Não é fácil para os pais verem os filhos passarem por um procedimento cirúrgico ou até mesmo um exame, então esse medo é completamente natural. E foi justamente pensando nisso que surgiu o Servan Goods”, afirma.

Os detalhes do atendimento pediátrico foram levados para as páginas do livro. O astronauta, a sala, o momento em que a criança dorme e o pós-anestésico aparecem na narrativa. O paciente também é acompanhado por um ursinho de pelúcia, presente em todas as páginas, ajudando a conduzir a jornada de forma mais afetiva.

Para Marina, esse tipo de recurso funciona especialmente bem em crianças acima de cinco anos, quando elas já conseguem associar imagens, explicações e experiências. “Na idade adequada, é uma ferramenta incrível. Traz compreensão das etapas da anestesia em um cenário similar ao que a criança vai encontrar”, explica.

Segundo Elizabeth, tudo foi pensado para aproximar a criança e os pais da forma como o cuidado acontece na prática.

“Tudo foi pensado para tirar o medo dos nossos pacientes e também aproximar os pais da forma como trabalhamos. As ilustrações foram inspiradas em ambientes reais do Servan e ilustradas por Esther Hoffmann, justamente para que as crianças consigam se reconhecer nesses espaços, mesmo em momentos delicados”, completa.

Com informação, preparo da equipe e acolhimento, a anestesia infantil pode ser vivida com menos medo. Para crianças e famílias, pequenos gestos, quando bem conduzidos, ajudam a transformar um momento sensível em uma experiência mais compreensível, humana e segura.

É possível baixar o Servan Goods gratuitamente, pelo conteudo.servan.com.br/servan-goods

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