O policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, lotado no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), foi preso em flagrante pela Polícia Federal na última sexta-feira (28) em Três Lagoas (MS). Ele estava com R$ 130 mil, valor que, segundo a PF, seria parte de um esquema de propina ligado ao contrabando de cigarros eletrônicos (vapes). Após a prisão, o agente foi afastado de suas funções.
Augusto ingressou na Polícia Civil em 2014, atuou no GOI (Grupo de Operações e Investigações) e, desde 2023, trabalhava no Garras. De acordo com o Portal da Transparência, o policial recebe R$ 12.267,29 brutos e R$ 8.557,39 líquidos. A decisão de afastamento, publicada nesta terça-feira (2), determina ainda o recolhimento de arma, carteira funcional, senhas de acesso e suspensão de férias, medida que permanece válida enquanto durar a prisão.
Segundo a PF, Augusto confessou que o dinheiro apreendido seria pagamento pela venda de vapes contrabandeados que haviam sido apreendidos e desviados por ele e outros policiais, ainda não identificados. A investigação segue para identificar outros possíveis envolvidos.
A operação teve início após uma denúncia anônima sobre o saque de uma grande quantia destinada a um agente de segurança. A PF monitorou a movimentação de Marcelo Raimundo da Silva, ex-guarda municipal investigado por contrabando. Marcelo afirmou ter sacado R$ 100 mil e que completaria o montante com R$ 30 mil guardados em casa, a pedido de um contrabandista de São Paulo. O dinheiro teria sido depositado previamente na conta de uma empresa de carros usados registrada em nome da esposa dele.
A ação foi flagrada no estacionamento de um supermercado na Avenida dos Cafezais, onde Augusto e Marcelo receberam voz de prisão logo após a entrega da sacola com o dinheiro. Eles foram autuados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A Justiça Federal converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
O que diz a Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que o caso envolve exclusivamente o policial investigado e não tem relação com sua atuação no Garras. A instituição instaurou procedimento administrativo disciplinar, conduzido pela Corregedoria-Geral, e afirmou que não compactua com desvios de conduta.
A defesa dos investigados não respondeu até a última atualização desta matéria.



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