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A Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), vinculada à Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, confirmou um novo caso de morcego infectado pelo vírus da raiva no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. O animal foi encontrado no dia 21 de julho e, após a confirmação do diagnóstico, equipes da prefeitura realizaram ações educativas para orientar moradores da região sobre os cuidados necessários.
Com o novo registro, a cidade de São Paulo soma oito casos de morcegos contaminados pela raiva em 2026. As ocorrências foram identificadas nas áreas atendidas pelas Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) de Santa Cecília, Capela do Socorro, Guaianases, Santo Amaro/Cidade Ademar e Lapa/Pinheiros.
A raiva é uma zoonose causada por um vírus do gênero Lyssavirus, capaz de infectar todos os mamíferos, incluindo seres humanos. Nas áreas urbanas, os morcegos são considerados os principais transmissores da doença, tornando qualquer contato com esses animais motivo de atenção.
A transmissão ocorre principalmente por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva do animal infectado com ferimentos ou mucosas. Segundo o infectologista Marcos Vini da Silva, integrante do Comitê de Medicina Tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os sintomas podem surgir dias, meses ou até anos após a infecção, embora o período mais comum seja de aproximadamente 45 dias.
O especialista alerta que, após o aparecimento dos sintomas, a doença é praticamente sempre fatal. Por isso, a prevenção é fundamental.
“Uma vez que a doença se instala, não há tratamento e ela leva à morte. O que protege o paciente é iniciar o tratamento antes do surgimento dos sintomas, com a vacina antirrábica ou, quando indicado, com a associação da vacina ao soro antirrábico”, explica.
Em caso de contato com morcegos, a orientação é lavar imediatamente o local da lesão com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. Entre os primeiros sintomas da raiva estão febre baixa, mal-estar e alterações de sensibilidade na área da mordida. Com a evolução da doença, podem surgir dificuldade para engolir água, espasmos provocados pelo contato com o ar, agitação intensa, paralisias e outros comprometimentos neurológicos.
Especialistas reforçam que qualquer acidente envolvendo morcegos ou outros mamíferos silvestres deve ser avaliado por profissionais de saúde, mesmo quando a lesão parece pequena.
A vacinação anual continua sendo a principal forma de proteger cães e gatos contra a raiva. Caso um animal doméstico tenha contato com um morcego, o tutor deve procurar atendimento veterinário e comunicar o caso às autoridades sanitárias.
A Secretaria Municipal da Saúde também orienta que morcegos nunca sejam tocados, mesmo quando aparentam estar mortos. Se um animal for encontrado caído, dentro de residências ou apresentando comportamento incomum, a recomendação é acionar o serviço SP156 ou ligar para o telefone 156 para solicitar a remoção adequada.
Pessoas que frequentam cavernas, grutas ou áreas de mata devem utilizar roupas compridas, botas ou calçados fechados para reduzir o risco de exposição aos morcegos e ao vírus da raiva.





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