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Suspeito com diagnóstico de esquizofrenia foge de hospital e mata homem em ataque no Centro de Campo Grande

por | abr 14, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Foto: Polícia Civil/ Fábio Rodrigues

Um homem de 36 anos foi preso após matar uma pessoa e ferir outras três em situação de rua, na região central de Campo Grande. O crime aconteceu na madrugada de domingo (12), nas proximidades do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP).

Identificado como Celso Vinícios Braz, conhecido como “Neguinho”, o suspeito foi localizado pouco tempo após os ataques e confessou à polícia que utilizou uma pedra para agredir as vítimas. Segundo relato dele, a ação teria sido motivada por ordens de um suposto homem a quem chamou de “doutorzão”.

A vítima fatal, um homem com cerca de 30 anos, não portava documentos e sofreu ferimentos graves na cabeça, tórax e mãos. Outras três pessoas, de 61, 37 e 30 anos, também foram atacadas. Uma delas foi socorrida em estado grave para a Santa Casa.

De acordo com as investigações, Celso possui histórico criminal e já havia sido preso por um homicídio ocorrido em julho de 2025, quando matou outro homem em situação de rua a facadas, próximo ao mesmo local dos ataques recentes.

Neste ano, após análise da Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, ele foi considerado inimputável por conta de diagnóstico de esquizofrenia paranoide, confirmado por laudo médico. A decisão judicial determinou sua internação por tempo indeterminado, com prazo mínimo de um ano.

Celso foi encaminhado ao Hospital Nosso Lar, mas fugiu da unidade no dia 29 de março. A evasão foi comunicada às autoridades, e havia suspeita de que ele estivesse na região do Centro POP.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul chegou a pedir providências urgentes no início de abril, alertando para o risco que o suspeito representava à sociedade. No entanto, antes de uma nova internação ser realizada, ele voltou a cometer ataques.

Celso permanece preso e deve passar por audiência de custódia. O caso segue sob investigação.

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