Foto: Henrique Arakaki, Midiamax
A subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta em sua residência no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande, na tarde desta segunda-feira (6). A vítima apresentava um ferimento por disparo de arma de fogo no pescoço.
O companheiro de Marlene, de 50 anos, foi preso em flagrante por feminicídio após apresentar versões contraditórias sobre a morte da militar. Inicialmente, ele alegou que a vítima teria cometido suicídio, afirmando que tentou impedir o ato segurando a mão dela, mas ela teria disparado a arma. Entretanto, testemunhas relataram que o homem foi visto com a arma na mão, sujo de sangue, e mudou várias vezes a narrativa aos policiais.
Segundo a polícia, o casal convivia há cerca de um ano e seis meses. O suspeito possui passagens anteriores por roubo, homicídio e violência doméstica, embora não contra a vítima. Vizinhos relataram que o relacionamento era conturbado, marcado por brigas constantes, e que Marlene havia se afastado de familiares e amigos após iniciar o relacionamento.
Marlene ingressou na Polícia Militar em 1988, sendo parte de uma das primeiras turmas femininas, e atuava na Ajudância Geral. Ela era conhecida por seu caráter extrovertido, alegre e prestativo, e frequentemente exaltava a carreira nas redes sociais.
O caso está sendo investigado para definir se se trata de feminicídio ou suicídio, mas o flagrante já foi confirmado. O suspeito foi conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Em Mato Grosso do Sul, a Casa da Mulher Brasileira oferece atendimento 24 horas a vítimas de violência, incluindo apoio psicológico, social e jurídico. Os contatos disponíveis são 180 para denúncias e 153 para emergência.
Marlene é a primeira vítima de feminicídio registrada em 2026 em Campo Grande, reforçando a necessidade de atenção às políticas de prevenção à violência contra mulheres no estado.
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