A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Campo Grande, nesta quarta-feira, contra um grupo suspeito de aplicar fraudes financeiras em empresários. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais e teve início em abril de 2025.
Segundo a polícia, os investigados induziam empresários a investir em empresas de fachada, prometendo altos lucros e alegando ligação com um grande grupo empresarial dos setores de gás e energia. As empresas, no entanto, existiam apenas no papel, o que resultou em prejuízos milionários às vítimas.
Durante a operação, batizada de Castelo de Cartas, um dos suspeitos foi levado à delegacia, ouvido e liberado. Outro investigado não foi localizado e segue foragido. Mandados também foram cumpridos em condomínios de alto padrão de São José do Rio Preto.
No início da semana, a polícia apreendeu dez veículos de luxo, além de armas, dinheiro e diversos bens de alto valor. O balanço da operação inclui uma prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, quatro armas apreendidas, mais de R$ 250 mil em dinheiro, cheques e notas promissórias que somam mais de R$ 1,5 milhão, joias, relógios de luxo e equipamentos bancários.
Em nota, o Grupo Zahran informou que as pessoas citadas na investigação são membros da família, mas não possuem qualquer vínculo societário, comercial ou profissional com o grupo ou suas empresas. O delegado responsável pelo caso reforçou que os investigados não participam da administração das empresas do grupo.





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