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Morador de Campo Grande celebra 114 anos com saúde, dança e histórias que atravessam um século

por | jul 6, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Antônio José Fernandes com o RG que comprova a idade — Foto: Emilenne Queiroz

Vestido com chapéu, gravata borboleta azul e suspensório, Antônio José Fernandes comemorou seus 114 anos em grande estilo, cercado por familiares e amigos em Campo Grande. Natural de Aracaju (SE), o supercentenário celebrou a nova idade com disposição, muita animação e até dança durante a festa realizada no fim de junho.

Após viver por muitos anos em Nioaque, Antônio escolheu Campo Grande para construir sua história e formar uma grande família. Atualmente morador do bairro Guanandi II, ele leva uma rotina tranquila, sempre acompanhado da neta Patrícia Ajala, do marido dela e dos bisnetos. Entre os programas favoritos estão passear pela cidade, conversar com as pessoas e saborear um refrigerante, que costuma comparar, em tom de brincadeira, a um conhaque.

A celebração dos 114 anos aconteceu no dia 27 de junho, na Associação dos Militares, com música ao vivo do grupo Baileiros Caipira. Segundo a família, o aniversariante aproveitou cada momento da festa, dançou e fez questão de comemorar ao lado de filhos, netos, bisnetos, tataranetos e amigos.

Pai de nove filhos, Antônio também é avô, bisavô e tataravô. Apesar da idade, mantém boa mobilidade, conversa com facilidade e gosta de compartilhar lembranças da juventude.

Possível homem mais velho de Mato Grosso do Sul

A família acredita que Antônio seja a pessoa mais velha de Mato Grosso do Sul. Em 2025, a documentação foi enviada ao Guinness World Records para reconhecimento oficial da idade, mas o processo ainda está em análise.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado contabilizava, até o Censo de 2022, 468 moradores com 100 anos ou mais, sendo 125 homens e 343 mulheres.

Saúde e alimentação

Segundo familiares, Antônio nunca precisou fazer tratamento para hipertensão ou diabetes. Ele atribui parte da longevidade aos hábitos alimentares, com preferência por pratos tradicionais como puchero e caldo de mocotó.

Outro costume que preserva desde a infância é a oração. Antes das refeições e de dormir, faz suas preces pedindo saúde, proteção e lembrando dos familiares que já partiram.

Memórias de mais de um século

Nascido em 1912, Antônio guarda recordações marcantes da infância em Sergipe. Aos 16 anos começou a trabalhar em uma usina de açúcar, onde afirma que dominava o funcionamento das máquinas.

Ele também relembra histórias sobre Lampião e Maria Bonita, fala com carinho das avós Maria Valquíria e Maria Rosalinda e conta que teve um irmão gêmeo, de quem perdeu contato aos nove anos de idade e nunca mais teve notícias.

Com bom humor, lucidez e disposição, Antônio segue colecionando histórias e emocionando a família, tornando-se um exemplo de longevidade e vitalidade em Mato Grosso do Sul.

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