A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou às redes sociais para esclarecer a repercussão causada após elogiar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova manifestação foi publicada neste sábado (4), depois de receber críticas de apoiadores e integrantes da base bolsonarista.
Na publicação, Michelle afirmou que a defesa dos direitos das pessoas com deficiência deve estar acima de disputas ideológicas e partidárias. Como exemplo, ela lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou, durante seu mandato, a Lei Amália Barros, proposta por um parlamentar do PT, que reconhece a visão monocular como deficiência sensorial.
Segundo Michelle, o projeto voltado à educação bilíngue para surdos começou a ser estruturado ainda durante a gestão Bolsonaro, mas teve sua tramitação atrasada por uma ação judicial, o que teria impedido sua implementação antes do fim do governo.
A ex-primeira-dama reforçou que o mais importante é garantir benefícios à comunidade surda, independentemente de quem esteja no comando do Executivo, e voltou a parabenizar as pessoas contempladas pela política pública.
Reação entre bolsonaristas
A nova publicação foi uma tentativa de reduzir o desgaste provocado por um post feito na sexta-feira (3), quando Michelle classificou a iniciativa do Ministério da Educação (MEC) como um “sonho realizado”. A declaração desagradou parte de seus apoiadores, que passaram a criticá-la nas redes sociais.
Parlamentares e influenciadores ligados ao bolsonarismo compartilharam mensagens de reprovação, além de montagens associando Michelle ao Partido dos Trabalhadores (PT), acusando-a de beneficiar politicamente o governo Lula.
Crise interna no PL
A polêmica ocorre em meio a um momento de tensão dentro do Partido Liberal (PL). Dias antes, Michelle revelou publicamente um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando ter sido tratada de forma desrespeitosa durante uma ligação telefônica.
Após a repercussão, Flávio pediu desculpas publicamente. O episódio aprofundou divergências internas no partido e culminou na saída de Michelle Bolsonaro do comando nacional do PL Mulher.
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