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Médicos denunciam atraso em pagamentos após atendimento a Bolsonaro durante período de detenção no DF

por | jun 17, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal relatam atraso no pagamento de plantões realizados durante o período em que o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha.

Segundo os relatos, os médicos atuaram entre janeiro e março sob convocação da Secretaria de Saúde do DF, em regime de Trabalho por Período Definido (TPD), com escalas extras para acompanhamento contínuo do estado de saúde do ex-presidente.

De acordo com os profissionais, os pagamentos deveriam ter sido iniciados ainda em fevereiro, mas começaram a apresentar falhas e não foram integralmente realizados. Um dos médicos afirma ter trabalhado em oito plantões, incluindo turnos noturnos e de fim de semana, e que o valor devido ultrapassa R$ 15 mil.

Os servidores dizem que toda a documentação exigida foi enviada posteriormente por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), após orientação da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, mas que os valores seguem sem previsão de pagamento.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi procurada, mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

Durante o período de detenção, os médicos tinham como função exclusiva monitorar o estado de saúde do ex-presidente, com atendimentos frequentes ao longo do dia e também durante a noite, segundo os profissionais ouvidos.

Os atendimentos foram encerrados em março, quando o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. Até agora, os profissionais afirmam aguardar a regularização dos pagamentos e não descartam recorrer à Justiça caso a situação não seja resolvida.

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