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Lula defende investimentos em países emergentes e critica desigualdades globais durante cúpula do G7

por | jun 17, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Presidente Lula da Silva concedeu entrevista coletiva à imprensa, na Residência da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra – Suíça. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que a reunião do G7 é uma oportunidade para discutir os desafios e os desequilíbrios da ordem política, econômica e social mundial. Em coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, após participar da cúpula em Évian-les-Bains, na França, o chefe do Executivo destacou a necessidade de ampliar investimentos em países em desenvolvimento.

Segundo Lula, nações ricas precisam estimular o crescimento econômico de regiões como América Latina, África, Índia e China, criando novos mercados consumidores e reduzindo desigualdades globais. O presidente defendeu que investimentos internacionais sejam direcionados à geração de emprego, renda e industrialização nesses países.

Ao abordar a exploração de minerais críticos e terras raras, Lula ressaltou que o Brasil está aberto a parcerias com investidores estrangeiros, desde que a industrialização e a agregação de valor ocorram dentro do território nacional. “Não queremos repetir ciclos históricos em que as riquezas eram extraídas e levadas para fora sem gerar desenvolvimento para o país”, afirmou.

Durante a cúpula, Lula também destacou iniciativas brasileiras no ambiente digital, como a restrição do uso de celulares nas escolas e a criação de mecanismos de proteção para crianças e adolescentes na internet.

Além dos debates do G7, o presidente participou de reuniões bilaterais com líderes da França, Ucrânia, Egito, Suíça, União Europeia e Japão. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, um dos principais avanços foi o anúncio do início das negociações entre Japão e Mercosul, previsto para a próxima cúpula do bloco, no fim de junho, em Assunção, no Paraguai.

O chanceler também comemorou a aprovação, pelo Parlamento suíço, do acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), considerado um passo importante para ampliar as relações econômicas entre os países envolvidos.

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