© Lucas Teixeira- Globo
A autora Manuela Dias afirmou que a decisão de manter Odete Roitman viva no desfecho do remake de Vale Tudo foi uma escolha narrativa para reforçar a principal mensagem da novela. Segundo a roteirista, a permanência da personagem simboliza a permanência das elites e das estruturas de poder.
Em entrevista ao programa Jornal da Bahia no Ar, do Grupo Metrópole, Manuela revelou que a trama ganhou força na audiência após mudanças em relação à versão original da novela. Entre elas, a revelação de que Leonardo Roitman, filho favorito da vilã, estava vivo.
De acordo com a autora, pesquisas de audiência e grupos de discussão mostraram que justamente as alterações em relação ao folhetim exibido em 1988 despertaram maior interesse do público.
“Ficou evidente que, apesar daquela resistência natural e bem-vinda, quando aumentava o Ibope? Quando eu mudava”, declarou.
O destino de Odete Roitman foi uma das mudanças que mais repercutiram entre os telespectadores. Manuela explicou que optou por não repetir o final da obra original porque acreditava que manter a personagem viva fazia mais sentido dentro da proposta do remake.
“Por que não matei a Odete? Porque a elite não morre. Às vezes, infelizmente. A elite e o poder instituído mudam para continuar igual. É como o capitalismo. Então, para mim, fez todo sentido que a Odete ficasse viva”, afirmou.
A roteirista também comentou as críticas recebidas ao longo da exibição da novela. Para ela, as reclamações do público demonstram envolvimento com a história e não necessariamente rejeição às mudanças promovidas.
“Reclamar quer dizer se importar”, disse.
Apesar da justificativa, as declarações repercutiram negativamente entre parte dos internautas. Nas redes sociais, usuários criticaram a entrevista e questionaram as mudanças promovidas no remake, enquanto outros defenderam a liberdade criativa da autora na adaptação do clássico da teledramaturgia brasileira.





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