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Paolla Oliveira fala sobre pressão pela maternidade e reflete sobre legado em novo filme de terror psicológico

por | jul 3, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Paolla Oliveira vive uma nova fase no cinema ao protagonizar o filme Herança de Narcisa, um terror psicológico que mistura drama familiar, traumas e reflexões sobre o que significa deixar um legado.

Na produção, com estreia marcada para 9 de julho, a atriz interpreta Ana, uma mulher que retorna à antiga casa da família após a morte da mãe, a ex-vedete Narcisa. Ao lado do irmão, ela precisa lidar com a venda do imóvel, mas acaba sendo confrontada por memórias dolorosas, segredos antigos e eventos que desafiam a lógica, transformando o passado em uma presença constante.

Apesar do clima sobrenatural do longa, o ponto central da narrativa, segundo Paolla, está na discussão sobre herança emocional — e não apenas bens materiais ou continuidade familiar.

Em entrevista, a atriz comentou a pressão social que ainda recai sobre mulheres em relação à maternidade e à ideia de “legado”.

“Eu sou uma mulher que não tem filhos, então muita gente pode achar que não temos herança para deixar, mas temos. Isso é construído todos os dias. Não precisa ser algo grandioso ou público. O que deixamos está nas pequenas marcas que espalhamos ao longo da vida”, afirmou.

No filme, essa reflexão ganha forma na trajetória de Ana, que assume sozinha grande parte das responsabilidades após a morte da mãe, enquanto o irmão evita o confronto com os conflitos familiares. Para Paolla, essa dinâmica ainda é muito comum na vida real.

“Me parece que as mulheres acabam assumindo mais responsabilidades em vários níveis. Às vezes nem sabemos o que foi imposto ou o que realmente escolhemos, mas isso faz parte da nossa construção”, disse.

A atriz também destacou que o terror psicológico foi um desafio em sua carreira, já que não é uma consumidora assídua do gênero. Segundo ela, parte da construção do suspense depende mais da pós-produção do que das gravações em si, o que tornou o processo ainda mais interessante.

“Foi uma experiência diferente. O terror não está só no set, ele é construído depois, no som, na edição, na atmosfera. Isso me surpreendeu bastante”, comentou.

Longe das novelas desde o fim de Vale Tudo, Paolla afirma que sente falta da presença diária na televisão, mas reconhece que o streaming e as redes sociais mudaram a forma de conexão com o público. Para ela, essas novas plataformas também ampliam o conceito de legado.

“Hoje, tudo permanece. Trabalhos antigos continuam sendo descobertos por novas gerações. Isso também é uma forma de deixar algo para o mundo”, concluiu.

No filme, essa ideia é reforçada: mais do que heranças materiais, o que permanece são as experiências, sentimentos e marcas deixadas nas relações humanas.

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