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Luiz Inácio Lula da Silva diz que isenção do IR até R$ 5 mil “é boa, mas ainda é pouco”

por | maio 19, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (19) que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil representa um avanço, mas ainda considera a medida insuficiente para promover justiça tributária no país.

A declaração foi feita durante evento de inauguração de novas estruturas do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas (SP).

Segundo Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iniciou um processo de mudança no sistema tributário brasileiro, mas ainda há necessidade de maior tributação sobre os mais ricos.

“É bom, mas é pouco. Era importante que fosse mais, porque as pessoas mais ricas pagam menos imposto”, declarou o presidente.

Críticas às deduções no Imposto de Renda

Durante o discurso, Lula também criticou o atual modelo de deduções do Imposto de Renda relacionadas aos gastos com saúde.

“O pobre termina pagando o plano de saúde do rico. Como se conserta isso? Fazendo justiça tributária”, afirmou.

Investimentos no Sirius

O presidente participou da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do Sirius, considerado a maior infraestrutura científica já construída no Brasil.

As novas estruturas devem ampliar pesquisas nas áreas de saúde, agricultura, energia, nanotecnologia, clima e novos materiais.

Três das linhas — Sapucaia, Quati e Sapê — receberam investimentos de R$ 200 milhões. Já a linha Tatu, primeira da segunda fase de expansão do projeto, contou com aporte de R$ 30 milhões.

Segundo o governo federal, a primeira etapa do Sirius já soma R$ 2,26 bilhões em investimentos, enquanto a segunda fase deve receber mais R$ 800 milhões.

Lula também defendeu mais investimentos em ciência e tecnologia no país.

“Temos que começar a nos perguntar quanto custa não investir”, declarou.

O Sirius integra o grupo restrito de equipamentos de luz síncrotron de quarta geração existentes no mundo e funciona como um “supermicroscópio”, capaz de analisar estruturas em escala atômica. De acordo com o governo, entre 85% e 90% dos componentes utilizados no projeto foram desenvolvidos no Brasil.

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