O governo federal lançou, nesta terça-feira (12), o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma nova estratégia nacional voltada ao enfrentamento das facções criminosas no país. A iniciativa foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de autoridades do Congresso e do Ministério da Justiça.
O programa combina ações de inteligência, integração entre União, estados e municípios e investimentos robustos para atingir não apenas a atuação direta das organizações criminosas, mas também suas estruturas financeiras e de comando.
Ao todo, a estratégia prevê R$ 11 bilhões, sendo R$ 1,06 bilhão em recursos diretos já destinados para 2026 e outros R$ 10 bilhões por meio de uma linha de crédito voltada à segurança pública.
Quatro eixos principais
A política pública está estruturada em quatro frentes de atuação consideradas centrais no combate ao crime organizado:
Asfixia financeira
O objetivo é enfraquecer as organizações criminosas atingindo seus fluxos de dinheiro. Entre as medidas estão a ampliação de investigações financeiras, uso de tecnologia para análise de dados e leilão de bens apreendidos.
Sistema prisional mais seguro
O programa prevê reforço da segurança em 138 unidades prisionais em todo o país, com uso de tecnologias como scanners corporais, bloqueadores de celular e drones. Também está prevista a criação de um centro nacional para integrar informações penitenciárias.
Esclarecimento de homicídios
A proposta inclui investimentos em perícia e fortalecimento das polícias científicas, com aquisição de equipamentos modernos e ampliação de bancos de dados genéticos e balísticos.
Combate ao tráfico de armas
A iniciativa busca desarticular o mercado ilegal de armas, com reforço na rastreabilidade, integração de sistemas e operações conjuntas nas fronteiras e centros urbanos.
Investimentos e tecnologia
Além dos recursos diretos, estados e municípios poderão acessar financiamento para aquisição de equipamentos como viaturas, drones, câmeras corporais, sistemas de monitoramento e tecnologias de perícia.
A proposta também prevê maior integração entre forças de segurança, com operações conjuntas e compartilhamento de dados em nível nacional.
Estratégia nacional
Segundo o governo, o programa representa uma mudança de abordagem ao mirar não apenas a repressão imediata, mas também a base econômica e logística das organizações criminosas.
A expectativa é ampliar a capacidade de investigação, reduzir a violência letal e enfraquecer o funcionamento das facções em todo o território nacional.
0 comentários