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Programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê R$ 11 bilhões e foco em inteligência e integração nacional

por | maio 13, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O governo federal lançou, nesta terça-feira (12), o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma nova estratégia nacional voltada ao enfrentamento das facções criminosas no país. A iniciativa foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de autoridades do Congresso e do Ministério da Justiça.

O programa combina ações de inteligência, integração entre União, estados e municípios e investimentos robustos para atingir não apenas a atuação direta das organizações criminosas, mas também suas estruturas financeiras e de comando.

Ao todo, a estratégia prevê R$ 11 bilhões, sendo R$ 1,06 bilhão em recursos diretos já destinados para 2026 e outros R$ 10 bilhões por meio de uma linha de crédito voltada à segurança pública.

Quatro eixos principais

A política pública está estruturada em quatro frentes de atuação consideradas centrais no combate ao crime organizado:

Asfixia financeira
O objetivo é enfraquecer as organizações criminosas atingindo seus fluxos de dinheiro. Entre as medidas estão a ampliação de investigações financeiras, uso de tecnologia para análise de dados e leilão de bens apreendidos.

Sistema prisional mais seguro
O programa prevê reforço da segurança em 138 unidades prisionais em todo o país, com uso de tecnologias como scanners corporais, bloqueadores de celular e drones. Também está prevista a criação de um centro nacional para integrar informações penitenciárias.

Esclarecimento de homicídios
A proposta inclui investimentos em perícia e fortalecimento das polícias científicas, com aquisição de equipamentos modernos e ampliação de bancos de dados genéticos e balísticos.

Combate ao tráfico de armas
A iniciativa busca desarticular o mercado ilegal de armas, com reforço na rastreabilidade, integração de sistemas e operações conjuntas nas fronteiras e centros urbanos.

Investimentos e tecnologia

Além dos recursos diretos, estados e municípios poderão acessar financiamento para aquisição de equipamentos como viaturas, drones, câmeras corporais, sistemas de monitoramento e tecnologias de perícia.

A proposta também prevê maior integração entre forças de segurança, com operações conjuntas e compartilhamento de dados em nível nacional.

Estratégia nacional

Segundo o governo, o programa representa uma mudança de abordagem ao mirar não apenas a repressão imediata, mas também a base econômica e logística das organizações criminosas.

A expectativa é ampliar a capacidade de investigação, reduzir a violência letal e enfraquecer o funcionamento das facções em todo o território nacional.

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