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Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos brasileiros, aponta pesquisa

por | mar 9, 2026 | Últimas notícias

Uma pesquisa do Datafolha encomendada pela farmacêutica Eli Lilly revela que o Doença de Alzheimer é a segunda doença que mais preocupa os brasileiros, ficando atrás apenas do Câncer e à frente de enfermidades como AIDS e Doença de Parkinson.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todo o Brasil, em dezembro do ano passado. Entre os entrevistados, 75% apontaram o câncer como a doença mais temida para familiares ou amigos. O Alzheimer aparece em segundo lugar, citado por 13%, seguido pela Aids (9%) e pelo Parkinson (1%).

Outro dado apontado pela pesquisa é que 4 em cada 10 brasileiros dizem conhecer alguém diagnosticado com Alzheimer, o que demonstra o impacto crescente da doença na sociedade.

Especialistas afirmam que o medo da doença está ligado, em grande parte, à falta de informação e ao estigma em torno das demências. Segundo a médica Celene Pinheiro, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), muitas pessoas evitam buscar ajuda ao perceber os primeiros sinais.

“Ainda existe a ideia de que demência é algo natural do envelhecimento, mas isso não é verdade. Sempre que há mudanças cognitivas é preciso investigar”, alerta a especialista.

Já a geriatra Claudia Suemoto, professora da Universidade de São Paulo (USP), destaca que o resultado chama atenção porque a pesquisa foi realizada com um público relativamente jovem, com média de idade de 44 anos.

Diagnóstico ainda é um desafio

Apesar da preocupação crescente com a doença, o Brasil enfrenta um grande problema: muitos casos nunca são diagnosticados.

Dados do Ministério da Saúde do Brasil, por meio do Relatório Nacional de Demências (Renade) publicado em 2024, indicam que cerca de 80% dos casos de demência no país não são identificados.

Segundo especialistas, isso ocorre porque os sintomas iniciais costumam ser ignorados ou confundidos com sinais normais do envelhecimento.

Importância do diagnóstico precoce

Mesmo sem cura, o tratamento do Alzheimer pode retardar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida quando iniciado precocemente. Com acompanhamento médico, medicação, atividade física e estimulação cognitiva, muitos pacientes conseguem manter autonomia e vida social ativa por anos.

Por isso, a recomendação dos especialistas é procurar avaliação médica sempre que surgirem alterações de memória, dificuldade de comunicação ou mudanças no comportamento e na organização das atividades do dia a dia.

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