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Pai de jovem preso por estupro coletivo no RJ diz acreditar na inocência do filho

por | mar 9, 2026 | Últimas notícias

O pai de um dos jovens presos suspeitos de participar de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana falou publicamente pela primeira vez sobre o caso. Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, da Record TV, o ex-subsecretário José Carlos Simonin afirmou acreditar na inocência do filho.

Entre os investigados está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Além dele, também foram presos Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Um adolescente de 17 anos também é apontado na investigação e permanece apreendido enquanto a Vara da Infância e da Juventude analisa a aplicação de medida socioeducativa.

Segundo a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o crime teria ocorrido no dia 31 de janeiro, em um apartamento no bairro. De acordo com o inquérito, a adolescente teria sido atraída ao local por mensagens enviadas pelo menor investigado. No depoimento prestado à polícia, a vítima relatou que foi impedida de sair do quarto enquanto era violentada pelos suspeitos.

Após a divulgação das imagens dos investigados, outras mulheres procuraram a polícia relatando episódios semelhantes, o que ampliou as apurações do caso.

Durante a entrevista, José Carlos Simonin afirmou que não tinha conhecimento de qualquer movimentação suspeita no prédio onde o crime teria ocorrido. Ele declarou que ninguém no condomínio teria percebido sinais de violência ou pedido de socorro.

O ex-subsecretário também afirmou que a família repudia qualquer tipo de abuso ou violência. Segundo ele, caso a culpa do filho seja comprovada, ele deverá responder pelos atos. Mesmo assim, declarou acreditar que o jovem e os demais acusados são inocentes das acusações.

As defesas dos investigados afirmam que os jovens teriam sido expostos publicamente antes de prestarem depoimento e sustentam que as provas reunidas no inquérito seriam incompletas. Os advogados dizem confiar que a Justiça analisará o caso de forma integral.

De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, o adolescente investigado teria sido responsável por atrair a vítima ao apartamento. A autoridade policial afirma que a investigação reuniu elementos suficientes para sustentar as acusações de estupro e cárcere privado.

O caso segue em investigação e novas denúncias continuam sendo analisadas pelas autoridades.

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