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Trump elogia Lula e reforça convite para Conselho de Paz de Gaza

por | jan 20, 2026 | Últimas notícias

Foto:Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um papel relevante no recém-anunciado Conselho de Paz para Gaza. A declaração foi feita nesta terça-feira, durante uma coletiva, na qual o republicano reiterou o convite ao líder brasileiro e declarou simpatia pessoal por ele.

Segundo Trump, Lula foi convidado a integrar o órgão internacional voltado à reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza. “Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, afirmou o presidente norte-americano.

Na mesma ocasião, Trump voltou a criticar a Organização das Nações Unidas e sugeriu que o novo conselho poderia, no futuro, substituir a atuação da ONU em conflitos internacionais. Ele disse que a entidade não tem sido eficiente e que nunca recorreu ao organismo para mediar guerras. Para o presidente dos Estados Unidos, a ONU possui potencial, mas não conseguiu cumprir plenamente seu papel histórico.

O governo brasileiro confirmou que recebeu oficialmente o convite na última sexta-feira, mas informou que Lula ainda não tomou uma decisão. De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente prefere analisar com cautela os impactos políticos, diplomáticos e financeiros antes de aceitar integrar o conselho.

O assunto foi tratado em reunião entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, realizada na manhã de segunda-feira, no Palácio do Planalto. A equipe presidencial avalia detalhadamente o documento enviado pelo governo norte-americano e não há prazo definido para a resposta.

Entre os pontos em análise estão a composição do conselho e os países que devem participar, o posicionamento diplomático dessas nações em relação ao conflito na Faixa de Gaza, os possíveis impactos orçamentários e obrigações financeiras, além dos objetivos centrais do grupo, especialmente no que se refere à transição política, segurança e reconstrução do território. Também está sendo considerada a necessidade de articulação prévia com países influentes no cenário internacional.

O Conselho de Paz para Gaza foi anunciado por Donald Trump na última semana e prevê a participação de cerca de 60 países, com mandato inicial de três anos. O documento estabelece a criação de um grupo de membros permanentes, condição que exige o pagamento de uma taxa de US$ 1 bilhão ao fundo do conselho já no primeiro ano de funcionamento.

Além de Lula, outros chefes de Estado foram convidados. Apesar disso, líderes mundiais demonstram cautela em relação ao novo órgão, levantando dúvidas sobre seu papel e legitimidade. Alguns, como o presidente francês Emmanuel Macron, já descartaram a participação, alegando incertezas quanto ao escopo das atividades.

A criação do conselho integra a segunda fase de um plano de 20 pontos apresentado por Trump para encerrar o conflito na Faixa de Gaza, com foco na desmilitarização e na reconstrução da região. Também fazem parte do colegiado, como membros fundadores, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano.

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