Um técnico de enfermagem foi preso na tarde de segunda-feira (14), suspeito de estuprar uma paciente de 27 anos internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. A vítima estava hospitalizada há cerca de 25 dias devido a complicações após o parto.
A prisão temporária de Ronaldo de Oliveira Fernandes foi decretada pela Justiça. O suspeito também foi afastado das funções no hospital e passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (15).
Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido na sexta-feira (10). Conforme o boletim de ocorrência, o técnico aplicou dois medicamentos na paciente e, após a segunda medicação, ela ficou sonolenta. Ao despertar, relatou que percebeu estar sendo vítima de abuso sexual. O suspeito teria deixado o quarto ao notar que ela havia acordado.
A denúncia foi feita pela tia da paciente, que procurou a polícia após a vítima relatar o ocorrido. Ainda de acordo com o registro policial, a mulher contou o caso a uma técnica de enfermagem, que comunicou a enfermeira responsável e a psicóloga da unidade.
O boletim aponta que, inicialmente, a profissional informou que o relato seria registrado e encaminhado à administração do hospital, mas que, naquele momento, não seria suficiente para a abertura de uma apuração interna.
A paciente havia sido internada após apresentar complicações durante a gestação e o parto, realizado em 30 de junho. Após a denúncia, ela foi transferida para a Santa Casa de Campo Grande.
O Hospital Regional informou que, desde que tomou conhecimento do caso, na sexta-feira (10), o profissional deixou de atuar na assistência aos pacientes. Na segunda-feira (14), foi oficializado o afastamento das atividades.
A instituição também instaurou uma sindicância para apurar os fatos, afirmou que presta assistência à paciente e aos familiares e reforçou que colaborará integralmente com as investigações. O hospital destacou ainda que os atendimentos na UTI são realizados, rotineiramente, por dois profissionais.
Em nota, a defesa de Ronaldo de Oliveira Fernandes afirmou que recebeu com surpresa a decisão judicial que determinou a prisão temporária. O advogado Matheus Morandi classificou a medida como desnecessária e desproporcional e informou que recorrerá da decisão.
A defesa também declarou confiar na inocência do investigado e afirmou que a inexistência das acusações será demonstrada ao longo da investigação e do processo judicial. Enquanto isso, o caso segue sob investigação da Polícia Civil.






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