O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu cancelar a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, prevista para esta quinta-feira (22), em uma tentativa de evitar o que aliados classificam como o “beijo da morte”, expressão usada para definir um possível desgaste político por associação direta.
A visita seria o primeiro encontro presencial entre Tarcísio e Bolsonaro desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, em dezembro, que seria o candidato do pai à Presidência da República nas eleições de outubro de 2026.
Segundo aliados de Flávio, durante a visita Bolsonaro confirmaria pessoalmente ao governador que o filho mais velho é seu nome escolhido para a disputa presidencial e ainda pediria que Tarcísio fizesse gestos públicos e mais explícitos de apoio à candidatura. A expectativa era de que o encontro reforçasse o alinhamento político entre os dois.
Na tarde da terça-feira (20), o próprio Flávio Bolsonaro afirmou publicamente que Tarcísio ouviria do ex-presidente que a reeleição ao governo de São Paulo seria estratégica para o plano nacional de derrotar o PT nas urnas. A declaração foi considerada decisiva para que o governador optasse pelo cancelamento da visita.
A decisão foi antecipada por colunistas no início da noite de terça-feira e confirmada horas depois pela assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes. Em nota, o governo paulista informou que a visita foi adiada a pedido de Tarcísio por conta de compromissos em São Paulo, sem detalhar quais seriam esses compromissos ou indicar uma nova data para o encontro.
Embora publicamente afirme que pretende disputar a reeleição ao governo estadual, Tarcísio ainda não descartou completamente uma candidatura à Presidência da República. Ele terá até abril para tomar uma decisão definitiva, prazo em que precisaria deixar o cargo caso opte por concorrer ao Palácio do Planalto.









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