A Justiça do Rio de Janeiro tornou réu Cristiano Rodrigues Kellermann, acusado de perseguir e ameaçar a atriz Isis Valverde por mais de duas décadas. A decisão foi proferida pela juíza Beatriz de Oliveira Monteiro Marques, da 29ª Vara Criminal da Capital, que acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou o prosseguimento da ação penal.
No despacho, assinado em 1º de dezembro, a magistrada destacou que as provas reunidas ao longo da investigação indicam que a conduta do acusado comprometeu a segurança emocional da atriz, configurando justa causa para o recebimento da denúncia, conforme o Código de Processo Penal.
Cristiano foi preso na última terça-feira (16) dentro do condomínio onde Isis Valverde mora, no bairro do Joá, Zona Sudoeste do Rio. Ele deverá passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (18). Segundo a Polícia Civil, desde janeiro deste ano o homem intensificou atitudes consideradas invasivas e obsessivas, o que levou a atriz a procurar as autoridades.
As investigações apontam que o acusado, de 43 anos, natural do Rio Grande do Sul, viajava com frequência ao Rio de Janeiro para acompanhar a rotina da artista. Ele se hospedava em hotéis e utilizava aplicativos de transporte para circular por locais frequentados pela vítima. A polícia apurou ainda que Cristiano chegou a contratar um detetive particular para obter informações pessoais e sigilosas de Isis, como endereço e telefone.
Em depoimento, o investigado confessou que perseguia a atriz há mais de 20 anos e relatou diversas tentativas de aproximação, inclusive em ambientes ligados ao trabalho dela. Durante o interrogatório, afirmou estar “apaixonado” e admitiu ter ido ao menos três vezes ao condomínio da atriz, conseguindo escapar de uma abordagem policial em uma das ocasiões.
Após a prisão, Isis Valverde se manifestou publicamente e agradeceu a atuação das autoridades. A atriz ressaltou que sua principal preocupação é a segurança da família e das pessoas ao seu redor, destacando a importância da rápida intervenção policial para interromper a perseguição.






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