Uma personal trainer registrou denúncia contra um ex-aluno por perseguição e envio de mensagens de cunho sexual pelas redes sociais, em Campo Grande. O caso foi formalizado na segunda-feira, 23 de fevereiro, na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e segue sob investigação.
Conforme o boletim de ocorrência, a profissional conheceu o homem em junho de 2022, quando trabalhava em uma academia particular onde ele era aluno. Durante os treinos, segundo relato da vítima, ele tentava ultrapassar os limites do ambiente profissional, abordando assuntos pessoais e insistindo em aproximações, mesmo diante da falta de interesse demonstrada por ela.
Após encerrar o contrato com a academia, em 2023, o ex-aluno passou a segui-la no Instagram, curtir publicações e enviar mensagens com tentativas de manter contato. A personal informou que optava por ignorar as investidas.
No dia 4 de fevereiro deste ano, o homem voltou a enviar mensagens pelo direct, chamando-a de vizinha e questionando se ela morava em determinada região da cidade. Ela respondeu que residia em outro local e não deu continuidade à conversa. Ainda assim, ele fez um convite para que fossem ao cinema com a justificativa de se conhecerem melhor.
As mensagens diminuíram por um período, mas retornaram nesta semana. De acordo com a ocorrência, o homem reagiu a um story publicado pela vítima, em que ela mostrava o físico, com uma frase considerada pejorativa. A personal respondeu que não admitia aquele tipo de abordagem e afirmou que, caso ele não soubesse valorizar seu trabalho de forma profissional, deveria deixar de segui-la.
Segundo o boletim, o homem continuou enviando mensagens em tom de deboche, afirmando que ela estaria nervosa e que precisava relaxar, alegando que teria falado em tom de brincadeira e que não havia dito nada vulgar.
Após o episódio, a vítima bloqueou o perfil do suspeito para evitar novos contatos. No registro policial, ela manifestou interesse em representar criminalmente contra o homem e solicitou medidas protetivas de urgência.
O caso é investigado pelas autoridades. Denúncias de violência ou perseguição contra mulheres podem ser feitas pelo telefone 180, de forma gratuita e anônima.
Foto: g1 MS










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