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Motorista de app suspeita de situação e ajuda polícia a resgatar bebê vítima de violência em Campo Grande

por | abr 29, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Uma motorista de aplicativo foi fundamental para o resgate de um bebê de 1 ano encontrado em estado grave com sinais de violência em Campo Grande. O caso ocorreu na terça-feira (28), no bairro Vila Santa Luzia, e levou à prisão da mãe e do padrasto da criança.

Segundo a Polícia Militar, a motorista transportava a mãe do bebê quando percebeu que a passageira estava em estado de desespero. Durante a corrida, a mulher, de 31 anos, recebeu uma ligação do companheiro informando que a criança não estava respirando.

De acordo com o relato da condutora, a mãe entrou em choque, afirmando que o filho poderia estar morto e sem conseguir fornecer informações claras. Diante da situação, a motorista decidiu procurar ajuda policial imediatamente.

Ao chegarem à residência, os militares encontraram o padrasto, de 21 anos, com o bebê nos braços, já sem movimentos. Os policiais iniciaram manobras de reanimação até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que conseguiu reverter o quadro após alguns minutos. A criança foi encaminhada em estado grave para a Santa Casa.

Sinais de violência

Durante o atendimento, profissionais de saúde identificaram diversos hematomas pelo corpo do bebê, além de indícios de possível abuso sexual. Um laudo médico apontou lesões na região íntima e marcas em diferentes partes do corpo, como costas e pernas, em estágios variados, indicando que não seriam recentes.

Também foi constatado um hematoma na cabeça que se estendia até a região dos olhos.

Versões e investigação

À polícia, a mãe relatou que havia saído para trabalhar por volta das 6h e deixado o filho sob os cuidados do padrasto. Já o homem afirmou que a criança teria mamado normalmente e, pouco depois, foi encontrada sem movimentos.

Ele disse ainda que o bebê teria caído no banheiro no dia anterior, mas não foi levado ao hospital, tendo recebido apenas gelo no local. A mãe também admitiu ter visto marcas no corpo da criança anteriormente, sem buscar atendimento médico.

Na casa, a perícia encontrou possíveis vestígios de sangue na cama e em uma coberta do bebê. Uma pequena quantidade de maconha também foi apreendida. O padrasto relatou que ele e a companheira haviam usado drogas na noite anterior.

Prisões

O padrasto foi preso em flagrante por maus-tratos qualificado e estupro de vulnerável. Já a mãe foi autuada por maus-tratos qualificado. Ambos foram encaminhados à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e aguardam audiência de custódia.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, em sigilo.

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