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OnlyFans se consolida como plataforma de negócios e transforma a vida de criadores de conteúdo

por | jun 30, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O OnlyFans, plataforma de assinatura conhecida principalmente pela publicação de conteúdo adulto, tem ampliado seu alcance e se consolidado como uma ferramenta de empreendedorismo digital, geração de renda e reinvenção profissional para milhões de pessoas ao redor do mundo. É o que destaca uma reportagem publicada pela revista norte-americana The New Yorker.

O levantamento reúne histórias de criadores de diferentes perfis que utilizaram a plataforma para reconstruir a vida financeira, alcançar independência econômica e desenvolver novos modelos de negócios, reduzindo parte do estigma associado ao trabalho na produção de conteúdo adulto.

Criado em 2016, o OnlyFans registrou um crescimento acelerado durante a pandemia de Covid-19. Segundo a publicação, a base de usuários passou de menos de 14 milhões para cerca de 85 milhões em apenas um ano, impulsionada pelo isolamento social e pela busca de novas fontes de renda.

A reportagem relembra ainda que a ideia de compartilhar a rotina pela internet antecede o surgimento da plataforma. Em 1996, a universitária Jennifer Ringley lançou a JenniCam, considerada uma das primeiras transmissões contínuas da vida pessoal na internet, iniciativa que alcançou mais de 100 milhões de acessos semanais e antecipou um formato popularizado décadas depois.

Entre os casos apresentados está o da ex-enfermeira de UTI Jasmine Sherni, da Louisiana (EUA). Após deixar um relacionamento abusivo, ela encontrou no OnlyFans uma oportunidade de conquistar independência financeira e explorar aspectos de sua identidade pessoal. Atualmente, define sua experiência na plataforma como um processo de autoconhecimento e autonomia.

Outro exemplo é o de Alexis XJ, moradora de Michigan, que criou uma conta no serviço após ser diagnosticada com câncer metastático na coluna. O objetivo inicial era arrecadar recursos para custear o tratamento médico. Segundo a reportagem, ela obteve cerca de US$ 600 no primeiro dia e hoje fatura aproximadamente US$ 500 mil por ano produzindo conteúdos relacionados ao universo automotivo, como vídeos em que aparece consertando carros.

A publicação também destaca histórias de criadores que utilizam o OnlyFans para promover representatividade ou apoiar causas sociais. O ator Evan Lamicella afirma que vê seu trabalho como uma forma de ampliar a visibilidade de homens asiáticos na indústria do entretenimento. Já a influenciadora ucraniana Anna Malygon relata destinar parte da renda obtida na plataforma para ações humanitárias e para a compra de drones utilizados pelo Exército da Ucrânia.

Segundo a reportagem, o crescimento do OnlyFans evidencia mudanças na economia digital, permitindo que criadores monetizem diretamente seu conteúdo e construam modelos de negócio independentes, ampliando o debate sobre novas formas de trabalho, produção de conteúdo e empreendedorismo na internet.

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