Foto: Rafaela Moreira/TV Morena
Os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande voltaram a circular no fim da tarde desta última quinta-feira (18), após quatro dias de paralisação total que afetou mais de 100 mil passageiros por dia.
A greve foi encerrada depois que o governo do Estado antecipou R$ 3,3 milhões de uma parcela de convênio com a prefeitura. Parte do recurso foi utilizada para quitar salários e vales atrasados dos trabalhadores do transporte coletivo.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU), Demétrio Freitas, informou que o retorno das atividades dependeu de uma logística para reunir os motoristas e viabilizar a retomada do serviço, que ocorre de forma gradual.
Mesmo com decisão do Tribunal Regional do Trabalho determinando, desde segunda-feira (15), a circulação de ao menos 70% da frota, o sindicato manteve a paralisação total. Por isso, foi aplicada multa de R$ 520 mil pelo descumprimento da ordem judicial.
O acordo que resultou no fim da greve foi definido durante reunião realizada na sede do TRT, com a presença de representantes do Consórcio Guaicurus, vereadores, motoristas e integrantes da prefeitura. Durante o encontro, o desembargador César Palumbo Fernandes afirmou que a multa aplicada ao sindicato deve ser revista.
Ficou acordado que o salário atrasado de novembro seria pago ainda nesta quinta-feira (18). Também foi definido que a segunda parcela do 13º salário e o adiantamento do vale estarão disponíveis aos trabalhadores nesta sexta-feira (19).
A paralisação teve início na segunda-feira (15) e provocou impactos significativos à população, ao comércio e a outros setores da cidade. Durante os quatro dias, o transporte coletivo permaneceu totalmente suspenso, mesmo após sucessivas decisões judiciais que elevaram as multas pelo descumprimento da determinação de retorno parcial da frota.
No terceiro dia de greve, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a intervenção no contrato do Consórcio Guaicurus, obrigando o município a nomear um interventor e apresentar um plano de ação em até 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.
A decisão foi motivada por uma ação popular e levou em consideração falhas apontadas na execução do contrato, omissão do poder público e conclusões da CPI do Transporte Coletivo, que identificou irregularidades, falta de transparência na gestão financeira e descumprimento sistemático de obrigações contratuais.
O Consórcio Guaicurus informou que recorreu da decisão judicial e que a questão está sendo analisada pela Justiça.






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