O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a realização de reuniões do Conselho de Participação Social a cada dois meses a partir de 2026, durante a 10ª reunião do colegiado, realizada nesta terça-feira, 16 de dezembro, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro reuniu representantes da sociedade civil e movimentos sociais para balanço das atividades de 2025, análise da conjuntura política e planejamento para o próximo ano.
Durante a reunião, foi assinada a portaria que reconduz os membros do Conselho para o biênio 2025 a 2027. O colegiado é formado integralmente por representantes da sociedade civil e reúne integrantes de 68 entidades. Criado em 2003, o Conselho assessora a Presidência da República no diálogo com setores organizados da população e tem como objetivo fortalecer a participação social nas políticas públicas.
Ao sugerir a redução do intervalo entre as reuniões, Lula afirmou que encontros mais frequentes permitirão discutir não apenas pautas específicas, mas também a conjuntura nacional. O presidente destacou os resultados alcançados pelo governo nos últimos três anos e disse ter orgulho das conquistas sociais, dos avanços democráticos e da situação econômica do país.
Lula também abordou o combate à violência contra as mulheres e defendeu que o tema seja tratado desde o ensino fundamental. Segundo ele, é necessário um processo educacional que promova igualdade entre meninos e meninas e enfrente a cultura da violência. O presidente afirmou que a sociedade precisa repensar comportamentos e responsabilizou os homens como principais autores da violência.
O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, ressaltou que o Conselho de Participação Social é resultado de um governo que prioriza trabalhadores e trabalhadoras. Para ele, o colegiado representa uma conexão direta entre os movimentos sociais e o governo federal, levando demandas populares ao Palácio do Planalto e fortalecendo a democracia por meio da escuta e da construção conjunta.
A conselheira Ceres Hadich, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, classificou a reunião como histórica e destacou a presença de dezenas de organizações sociais com representatividade e atuação em diferentes setores da sociedade brasileira. Segundo ela, o Conselho reflete os sonhos, as lutas e a diversidade do povo brasileiro.
Durante o encontro, conselheiros apresentaram demandas relacionadas ao trabalho e aos direitos humanos. Entre os temas debatidos esteve o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Milton dos Santos afirmou que a proposta busca recolocar o tempo de vida do trabalhador no centro do projeto de desenvolvimento do país. Ele destacou que um plebiscito popular realizado em 2025 ouviu mais de 2 milhões de brasileiros, com maioria favorável ao fim da escala 6 por 1.
As discussões reforçaram o papel do Conselho de Participação Social como espaço de diálogo direto entre o governo federal e a sociedade civil, com foco na ampliação da participação popular e na formulação de políticas públicas alinhadas às demandas da população.






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