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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não deve entrar em conflitos militares ou financeiros com os Estados Unidos e a China, mas investir em educação, ciência e pesquisa para fortalecer o país e ampliar sua capacidade de competir com as grandes potências.
A declaração foi feita durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo Lula, o Brasil não dispõe do mesmo poder militar e econômico das duas nações e, por isso, deve buscar outros caminhos para avançar.
“Eu não tenho os aviões, os tanques, as bombas e o dinheiro que eles têm”, afirmou o presidente, ao defender investimentos em conhecimento, pesquisa científica e formação educacional.
Durante o evento, Lula também declarou que não pretende basear uma eventual campanha pela reeleição em novas promessas. De acordo com ele, os eleitores devem avaliar as ações e os resultados apresentados pelo governo ao longo do mandato.
Alckmin critica declarações de Milei
O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como “lamentáveis” os ataques feitos pelo presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil e a autoridades brasileiras.
Segundo Alckmin, Milei presta um desserviço ao próprio país ao se envolver de forma considerada grosseira em assuntos internos do Brasil. Apesar da crise diplomática, o vice-presidente afirmou que o Mercosul continua fortalecido e que a integração regional não deve ser prejudicada.
Alckmin destacou ainda os avanços do bloco econômico nas negociações internacionais, citando acordos concluídos com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), além das tratativas em andamento com a Coreia do Sul.
As declarações de Milei ocorreram durante uma convenção realizada em São Paulo. Na ocasião, o presidente argentino manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e fez ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
As falas provocaram uma crise diplomática entre Brasil e Argentina. Após o episódio, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, o governo da Argentina não pretende pedir desculpas ao Brasil pelas declarações de Milei.








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