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Presidente afirmou que não quer interferência estrangeira no processo eleitoral e disse que conta apenas com o apoio do povo brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar neste sábado (1º) uma possível participação de líderes estrangeiros nas eleições brasileiras e citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei.
A declaração ocorreu durante a convenção do PT no Ceará que confirmou a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas.
Durante o discurso, Lula afirmou que não pretende receber apoio político de outros países e disse que sua principal base deve ser o eleitorado brasileiro.
“Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar esse país. E vou dizer mais: que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse país”, declarou.
O presidente também defendeu investimentos em educação e formação profissional como estratégia para ampliar a competitividade do Brasil no cenário internacional.
“Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China”, afirmou.
Lula ainda disse que o Brasil deve manter uma postura independente nas relações internacionais.
“Ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém. O Brasil não vai baixar a cabeça”, declarou.
Críticas anteriores a Trump e Milei
Na última quarta-feira (29), durante a convenção do PSB que oficializou Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente em sua chapa, Lula também mencionou os dois líderes estrangeiros.
Na ocasião, afirmou que não queria conflito com Trump “nem a porrete” e criticou declarações feitas por Milei durante evento político no Brasil.
As manifestações do presidente argentino ocorreram após sua participação na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República. Durante o evento, Milei fez críticas ao governo brasileiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Após as declarações, o governo brasileiro convocou seu embaixador na Argentina para consultas.








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