O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas à atuação da Organização das Nações Unidas, especialmente ao Conselho de Segurança da ONU, durante discurso no 1º Fórum de Alto Nível Celac-África, realizado em Bogotá.
Segundo Lula, o órgão, criado para manter a paz global, tem falhado em sua missão e contribuído para a escalada de conflitos internacionais.
“O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou.
Críticas à atuação global
O presidente disse estar “indignado com a passividade” da ONU diante de conflitos recentes, citando guerras e tensões em regiões como:
- Faixa de Gaza
- Ucrânia
- Irã
- Líbia
- Iraque
Para Lula, o cenário atual representa um dos períodos mais críticos desde a Segunda Guerra Mundial.
“Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião e mais dinheiro se acha dono do mundo”, declarou.
Defesa de reforma no Conselho
O presidente também voltou a defender uma reforma urgente no Conselho de Segurança, com maior participação de países da América Latina e da África.
“Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.
Gastos militares x fome
Lula ainda criticou o alto investimento global em armamentos, contrastando com os índices de fome no mundo. Segundo ele, cerca de US$ 2,7 trilhões foram gastos em guerras, enquanto mais de 600 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar.
Irã e críticas ao Ocidente
Ao comentar o caso do Irã, Lula relembrou negociações feitas em 2010, com apoio do então presidente dos EUA, Barack Obama.
Segundo ele, o acordo foi ignorado posteriormente por potências ocidentais, que optaram por ampliar sanções ao país.
Disputa por recursos e alerta geopolítico
O presidente também alertou para uma possível “nova forma de colonização”, baseada na exploração de minerais críticos e terras raras, especialmente em países da América Latina e da África.
Ele defendeu que essas nações aproveitem seus recursos de forma estratégica, evitando repetir padrões históricos de dependência econômica.
Por fim, Lula reafirmou a importância de manter o Atlântico Sul como zona de paz e anunciou que o Brasil sediará uma reunião ministerial sobre o tema no dia 9 de abril.










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