O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou sua atuação direta na articulação de palanques estaduais com foco na reeleição e na manutenção do desempenho obtido nas eleições de 2022. A estratégia mira, sobretudo, os grandes colégios eleitorais, considerados decisivos para o resultado nacional.
As articulações se concentram principalmente nas regiões Sudeste e Sul, sem descuidar do Nordeste, onde Lula tradicionalmente registra votações expressivas. Em São Paulo, o presidente tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo estadual, apesar da resistência do próprio ministro em voltar às urnas. Lula também avalia a possibilidade de incentivar o vice-presidente Geraldo Alckmin a concorrer ao Senado.
Aliados avaliam que o crescimento da votação petista em São Paulo foi determinante para a vitória presidencial em 2022. O objetivo agora é repetir ou ampliar esse desempenho, com uma chapa considerada robusta, que pode incluir nomes como as ministras Simone Tebet e Marina Silva.
Minas Gerais também é tratada como prioridade. Lula tenta convencer o senador Rodrigo Pacheco a disputar o governo do estado, considerado o segundo maior eleitorado do país. No Rio de Janeiro, a aliança com o prefeito Eduardo Paes está consolidada, com a deputada Benedita da Silva como provável candidata ao Senado.
No Nordeste, o presidente acompanha de perto o cenário na Bahia e no Ceará, onde pesquisas indicam risco de derrota para os atuais governadores petistas. Lula acionou ministros com forte influência local para reforçar as campanhas e evitar a perda de governos estratégicos. No Ceará, a principal preocupação é o desempenho do ex-ministro Ciro Gomes nas pesquisas. Na Bahia, apesar das dificuldades enfrentadas por Jerônimo Rodrigues, Lula confia na condução política do senador Jaques Wagner.
Outro movimento recente envolve o Paraná, onde Lula pediu que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, dispute uma vaga no Senado. A iniciativa faz parte do esforço do presidente para fortalecer alianças regionais e evitar perdas eleitorais consideradas sensíveis para o projeto de reeleição.






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