William Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, se manifestou pela primeira vez após ser condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) por importunação sexual. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele negou as acusações e afirmou que recorrerá da decisão.
A condenação foi imposta pela 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do TJ-GO. William recebeu pena de um ano de reclusão por um dos episódios denunciados por Lilly Martins, que o acusou de importunação sexual durante uma festa realizada em 2023, no município de Jussara (GO).
Segundo a denúncia, Lilly afirmou que pediu uma foto com William e, durante o registro, ele teria colocado a mão dentro da calça dela e apalpado suas nádegas.
Ao comentar o caso, William apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo ele, apenas posou para fotos com a denunciante e manteve as mãos nas costas dela durante os registros.
O empresário afirmou ainda que, após as fotos, a mulher teria retornado acompanhada de outra pessoa para gravá-lo enquanto fazia ofensas contra sua mãe e sua irmã. Ele disse ter deixado o local ao perceber a situação.
William também alegou que a denunciante tentou se aproximar fisicamente em outros momentos da festa e afirmou que há imagens mostrando que evitava contato.
“Ela colocou o rosto na minha frente como se quisesse me beijar. Eu me assustei e saí de perto. Depois voltou outras vezes. Tem um vídeo em que estou com os braços abertos justamente porque não queria tocar nela”, declarou.
O empresário ainda afirmou que foi ele quem se sentiu constrangido durante o episódio.
Na época da denúncia, vídeos divulgados pela imprensa mostravam William interagindo com a jovem durante a festa. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais.
Defesa diz que condenação não é definitiva
A defesa informou que recorrerá aos tribunais superiores. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o advogado Giuliano Vettori afirmou que a decisão ainda não transitou em julgado e que William continua exercendo seu direito de recorrer.
Segundo o advogado, o Ministério Público havia se manifestado pela absolvição do empresário tanto na primeira quanto na segunda instância, por considerar que não existiam provas suficientes para a condenação.
Em nota, a defesa reiterou que William nega as acusações, sustentou que a decisão é incompatível com as provas produzidas no processo e informou que utilizará todos os recursos previstos na legislação.
A condenação, no entanto, permanece válida até eventual reforma pelas instâncias superiores.




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