Um homem foi condenado pela Justiça de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), a três anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, por estelionato e furto qualificado mediante fraude após fingir ter câncer terminal para enganar a própria namorada.
De acordo com a decisão da 1ª Vara Criminal, o réu conheceu a vítima por meio de um aplicativo de relacionamentos em 2021. Pouco tempo depois, passou a afirmar que sofria de uma doença grave e que teria pouco tempo de vida, criando uma narrativa para sensibilizar a mulher.
Para sustentar a mentira, ele utilizava curativos, encenava episódios em que simulava vomitar sangue com corantes vermelhos e apresentava imagens que indicariam o uso de cateter nasal.
O homem também alegava ser empresário do ramo de fabricação de copos e chegou a dizer que deixaria sua fortuna para a vítima após a morte. Em um dos primeiros pedidos de dinheiro, solicitou R$ 5 mil alegando problemas com transferência via Pix.
Com o tempo, ele passou a morar na casa da vítima, após afirmar — por meio de um falso contato que dizia ser seu médico — que não poderia ficar sozinho. A Justiça constatou posteriormente que o número de WhatsApp do suposto profissional pertencia ao próprio réu.
Durante o período em que esteve na residência, ele realizou empréstimos no nome da namorada, totalizando mais de R$ 22 mil, utilizando o celular dela de forma fraudulenta.
Após a descoberta do golpe, o homem confessou o esquema à vítima e à família. A sentença também determinou o pagamento de R$ 27,5 mil em reparação pelos danos causados.
Na decisão, a juíza destacou o uso de manipulação emocional e fraude para explorar a fragilidade da vítima, ressaltando o impacto psicológico provocado pela situação.







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