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Fãs do Guns N’ Roses tentam reanimar motorista que morreu na entrada de show em Campo Grande

por | abr 10, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Um vídeo gravado por testemunhas mostra a tentativa de reanimação do motorista de aplicativo Leandro Pereira Alfonso, de 36 anos, que morreu após sofrer um mal súbito na noite de quinta-feira (9), em frente ao autódromo, na BR-262, em Campo Grande. O local recebia o público para o show da banda Guns N’ Roses.

Nas imagens, pessoas que estavam no local — entre elas estudantes de medicina — realizam manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) na vítima, enquanto policiais acompanham a ocorrência ao redor.

Segundo a esposa de Leandro, o atendimento de socorro demorou mais de uma hora para chegar, em razão do intenso congestionamento registrado na região.

A Polícia Rodoviária Federal negou omissão de socorro e informou que, ao chegar ao local, a vítima já estava sendo atendida por pessoas que se identificaram como profissionais de saúde. De acordo com o órgão, não é recomendado que policiais interrompam esse tipo de procedimento, considerado essencial em situações de emergência.

A corporação também explicou que não seria adequado transportar a vítima em viatura, pois isso poderia interromper as manobras e agravar o quadro. A PRF afirmou ainda que acionou os serviços especializados para dar continuidade ao atendimento.

Já a Polícia Militar informou que foi chamada após o homem passar mal e que prestou apoio no local até a chegada do socorro. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul relatou que enviou duas viaturas e que a primeira equipe chegou em cerca de 10 minutos após o acionamento, apesar do trânsito intenso. Bombeiros que estavam de folga também ajudaram nos primeiros atendimentos.

Testemunhas relataram que os policiais permaneceram próximos, organizando o espaço e orientando as pessoas a se afastarem, enquanto os socorristas se revezavam na massagem cardíaca. Algumas pessoas afirmaram não ter visto atuação direta dos agentes na reanimação.

O caso gerou questionamentos sobre a estrutura de atendimento médico no entorno do evento, especialmente diante da grande movimentação e das dificuldades de acesso causadas pelo trânsito.

Leandro trabalhava como motorista de aplicativo e estava no local para atender passageiros. Segundo familiares, ele tinha histórico de pressão alta.

Além da tragédia, o evento foi marcado por congestionamentos que ultrapassaram 10 quilômetros. Parte do público chegou a percorrer longas distâncias a pé para acessar o local, o que contribuiu para o atraso no início do show e dificultou o deslocamento das equipes de emergência.

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