Teatro, narração poética e projeções visuais levam o público para uma história no deserto
Dos dias 02 a 26 de julho, o público vai poder refletir e se emocionar com uma história milenar no Sesc Copacabana. Descrita no Corão, na Bíblia e na Torá como mãe de Ismael, o patriarca do povo árabe, “Agar” é uma fábula sobre uma mulher livre, guiada pela sua ancestralidade e pelo seu entendimento de mundo.
O espetáculo acontece durante a passagem de mãe e filho pelo deserto. Sem comida e sem água, Agar e o filho, Ismael, estão prestes a morrer. Entrelaçando questões culturais e políticas, a peça traz a saga da fascinante personagem visionária e fora dos padrões, que detalha os direitos de herança e existência para seu filho e seus descendentes, o povo árabe.
Interpretado por Tatiana Henrique , como Agar; Hebert Said , como Ismael; e Sheila Martins , como Deusa; o drama nos conecta aos dias atuais: “Todos os povos têm direito de existir. As comunidades originárias têm o direito ao espaço em que vivem”, afirmam. “Partimos de um conceito de patrimônio imaterial que trata sobre como um território é mais que um chão, ele é fundamental para o assentamento existencial de um povo”.
O espetáculo, selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, é produzido pela Obalufônica, coordenado por Tatiana Henrique e Hebert Said, atuante em ações artísticas e educativas há cerca de 25 anos, e uma fomentadora de pesquisas artísticas em linguagens culturais africanas, afro-brasileiras, dos povos originários brasileiros e indianas. Entre suas criações multilíngues estão: Ọ̀rọ̀, Contos de Orí, Ògún pèlé o!, Nuang, caminhos da liberdade e outros, além de apoios a artistas e espetáculos parceiros.
“Sempre conversamos sobre o quanto é importante saber sobre as nossas origens para tanto nos entender intimamente quanto às questões sociais e políticas. Eu pesquiso teatro negro, Hebert é neto de refugiados sírios que aqui se juntaram com indígenas e pretos também. Essa história é como um reencontro nosso com África e Ásia, pretos e árabes. Isso faz muito sentido pra gente”, destaca Tatiana Henrique.
Com 16 apresentações, de quinta a domingo, a direção traz a acessibilidade através da LIBRAS, presente em todas as sessões, como dispositivo poético do trabalho. “Consideramos que a LIBRAS é uma das línguas ancestrais, então apostamos nisso como uma surpresa cênica para o público”.
Com dramaturgia textual em português, copta e árabe, legendas também fazem parte do espaço cênico, tanto para pessoas surdas não-falantes de LIBRAS, quanto para todo o público em geral, além de sessões com audiodescrição aos domingos. Na curta temporada, o espetáculo ficará em cartaz até o dia 26 de julho, com ingressos a partir de R$ 20,00.
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Espetáculo: Agar
Local: Teatro Sesc Copacabana – Sala Mezanino
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Temporada: 02 a 26 de julho, de quinta a domingo
Horário: Quintas e sextas, às 20h30; sábados e domingos, às 19h
Ingressos: R$ 40 (inteira); R$ 36 (conveniados), R$ 28 (credencial plena Sesc); R$ 20 (meia entrada) e Gratuito (público cadastrado no PCG).
Venda disponível: ingresso.com
Bilheteria: Horário de funcionamento: Terça a sexta – das 9h às 20h; Sábados, domingos e feriados – das 14h às 20h.
Classificação indicativa: 12 anos
Instagram: @obalufonica
Ficha Técnica
Atuação: Hebert Said, Sheila Martins e Tatiana Henrique
Concepção, Dramaturgia e Cenografia: Tatiana Henrique e Hebert Said
Direção Geral: Tatiana Henrique
Assistência de Direção: Júnio Nascimento
Direção de Movimento: Raphael Rodrigues
Figurino: Carla Costa
Assistente de Figurino e Costura Cênica: Luciane Chagas
Escultor-Aderecista: Carlos Machado
Cenotécnico: Moisés Cupertino
Direção Musical: Rodrigo Maré
Edição Trilha Sonora: ReUrbana
Desenho de Luz: Valmyr Ferreira
Videomapping: Igor Borges
Consultoria em Acessibilidade Cênica: Sheila Martins
Acessibilidades: Imagética Acessibilidade
Consultoria em Filosofia e História: Renato Noguera
Assessoria de Imprensa: Angélica Zago – Angel Comunicação e Assessoria
Identidade Visual e Mídias Sociais: VB Digital – Victor Braga e Diogo Nasi
Consultoria Jurídica: Inês Ramalho
Direção de Produção: Obalufônica
Produção Executiva: Maiana Santos
Apoio: Donna Natureza, Centro de Teatro do Oprimido, Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Teatro Municipal Gonzaguinha, ETET Martins Penna. Realização: Sesc Rio e Sesc Pulsar
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