O empresário Pedro Henrique Galvão de Oliveira, de 27 anos, preso durante operação da Polícia Federal em Campo Grande, pediu à Justiça a dispensa da fiança de R$ 15 mil fixada para sua soltura. A defesa alega que o investigado enfrenta “sufocamento financeiro” após o bloqueio de contas bancárias e apreensão de bens durante as investigações.
Pedro Henrique foi alvo da Operação Cyber Trap, que apura um suposto esquema de fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 120 milhões.
Apesar de ser investigado pelas fraudes, o empresário acabou preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo. Conforme a investigação, ele foi encontrado com uma pistola Taurus calibre .380 registrada em nome de terceiros e com documentação vencida.
No pedido de liberdade provisória, o advogado Paulo Henrique Almeida Miguel Hoffman afirma que a cobrança da fiança se tornou inviável diante do bloqueio total das contas do empresário.
A defesa sustenta que a manutenção da fiança equivaleria a uma prisão indireta por incapacidade financeira, contrariando princípios constitucionais como proporcionalidade, dignidade da pessoa humana e presunção de inocência.
Os advogados também argumentam que o crime relacionado à arma não envolveu violência ou grave ameaça e destacam que o investigado possui residência fixa, trabalho lícito e vínculos familiares em Campo Grande.
Caso a Justiça mantenha a fiança, a defesa pede a substituição da prisão por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica ou entrega do passaporte.
Durante o cumprimento dos mandados no condomínio Sky Residence, na Vila Planalto, agentes da Polícia Federal apreenderam veículos de luxo, incluindo um Ford Mustang avaliado em cerca de R$ 500 mil, além de uma Amarok, um Virtus, computadores e outros materiais.
As investigações começaram em 2023 após denúncia da Caixa Econômica Federal sobre um site que comercializava cartões bancários fraudados. A apuração levou à identificação do principal suspeito e de outros integrantes do grupo criminoso.
Segundo a Polícia Federal, a operação faz parte do Projeto Tentáculos, iniciativa desenvolvida em parceria com a Federação Brasileira de Bancos e instituições financeiras para combater fraudes bancárias eletrônicas no país.
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