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Deolane Bezerra é alvo de suspeita da Polícia Federal por repasses ligados a Neymar

por | abr 17, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

A Polícia Federal investiga movimentações financeiras envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra, o cantor MC Ryan SP e o Instituto Projeto Neymar Jr. As apurações fazem parte da Operação Narcofluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com a PF, Deolane teria atuado como uma espécie de intermediária financeira. Em um período de 47 dias, entre maio e junho de 2025, ela movimentou cerca de R$ 5,3 milhões. Nesse intervalo, recebeu R$ 430 mil de uma produtora ligada a MC Ryan SP e, posteriormente, transferiu R$ 1,16 milhão ao instituto do jogador Neymar. Outros R$ 1,1 milhão foram destinados a uma empresa de blindagem de veículos.

Segundo os investigadores, a doação ao instituto pode ter sido utilizada como estratégia de “limpeza de imagem”. Apesar disso, tanto Neymar quanto a organização social não são alvos da investigação.

A Polícia Federal aponta que a transferência feita por MC Ryan SP à influenciadora não apresenta justificativa comercial clara e pode indicar um vínculo financeiro direto entre os investigados. A suspeita é de que recursos de origem ilícita, possivelmente ligados a apostas e outras atividades ilegais, tenham sido misturados a receitas formais.

Outro ponto destacado é a dinâmica das contas de Deolane, com entradas de valores elevados seguidas de saídas quase imediatas, o que, segundo a PF, pode dificultar o rastreamento do dinheiro.

Deolane já havia sido presa anteriormente, em 2024, em uma investigação relacionada a lavagem de dinheiro e apostas ilegais, sendo liberada dias depois.

A operação mobiliza mais de 200 agentes e cumpre mandados em diversos estados. As autoridades estimam que o esquema investigado possa ter movimentado valores bilionários. Entre os crimes apurados estão associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

As defesas dos investigados afirmam que ainda não tiveram acesso completo aos autos e negam irregularidades. O caso segue em investigação sob sigilo judicial.

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