A 68ª Cúpula do Mercosul será realizada nesta semana em Assunção, no Paraguai, em um cenário de reorganização política na América do Sul e expectativa de avanços em acordos comerciais internacionais.
O encontro reúne, nos dias 29 e 30, ministros das Relações Exteriores e, posteriormente, os presidentes dos países membros e associados do bloco. O Paraguai deixará a presidência temporária do grupo, que será assumida pelo Uruguai ao fim da reunião.
Entre os chefes de Estado confirmados estão o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o argentino Javier Milei, o uruguaio Yamandú Orsi, o boliviano Rodrigo Paz, o chileno José Antonio Kast, o equatoriano Daniel Noboa e o anfitrião Santiago Peña.
O encontro ocorre em meio ao fortalecimento de governos de direita na região e ao enfraquecimento de outros fóruns de integração regional, como a Unasul e a Celac. Analistas apontam que esse novo cenário político pode influenciar as decisões e o tom das declarações conjuntas do bloco.
Um dos principais temas da reunião é o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que já está em vigor de forma provisória, mas ainda depende de aprovação definitiva em instâncias legislativas e judiciais do bloco europeu.
Também estão no radar possíveis avanços em novas parcerias comerciais, como negociações com o Reino Unido e o início de tratativas com o Japão.
Apesar da agenda cheia, há incertezas sobre encontros bilaterais devido à programação apertada de alguns líderes. Ainda assim, a expectativa é de que a cúpula sirva como espaço para reforçar relações diplomáticas e discutir os rumos da integração econômica regional.







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