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Comandante de grupo de elite é investigado por garantir “frete seguro” para tráfico em MS

por | fev 23, 2026 | Últimas notícias

O comandante do Grupo Tático de Escolta (GTE) da Polícia Penal, Antonio Fernando Martins da Silva, é investigado por supostamente utilizar viatura oficial para transportar drogas entre Corumbá e Campo Grande.

Ele foi dispensado do cargo após ser alvo da Operação Rota Blindada, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). A defesa do investigado não foi localizada.

“Frete seguro”

Segundo as investigações, o policial penal utilizava a função pública e uma viatura caracterizada para transportar entorpecentes, prática conhecida no meio criminoso como “frete seguro”. A estratégia consistia em usar veículo institucional para reduzir o risco de fiscalização nas rodovias e dificultar abordagens policiais.

De acordo com a polícia, a estrutura da corporação era empregada para dar aparência de legalidade ao transporte da droga.

Operação Rota Blindada

A operação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Corumbá, com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e da Delegacia de Polícia de Ladário.

As medidas envolvendo o policial penal foram acompanhadas pela Corregedoria e contaram com apoio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp).

Posicionamento da Agepen

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou, em nota, que a conduta investigada representa desvio individual e não reflete a postura institucional da Polícia Penal.

A Corregedoria-Geral instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos, garantindo o devido processo legal, ampla defesa e contraditório. A instituição afirmou manter política permanente de combate a desvios de conduta e reforçou que eventuais irregularidades são tratadas com rigor e transparência.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder criminal e administrativamente, caso as suspeitas sejam confirmadas.

Com informações do G1/MS

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