O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) segue em caminhada de cerca de 240 quilômetros entre Paracatu, em Minas Gerais, e Brasília, mesmo enfrentando dores intensas nos pés e no joelho. No quarto dia do percurso, nesta quinta-feira (22), o parlamentar já havia ultrapassado a marca de 120 quilômetros percorridos a pé, acompanhado por aliados políticos e apoiadores que se juntam ao longo do trajeto.
Na manhã desta quinta, o grupo saiu de um posto de gasolina em Cristalina, no interior de Goiás, a aproximadamente 130 quilômetros da capital federal, com destino a Luziânia. A etapa do dia tem previsão de cerca de 40 quilômetros. Durante o percurso, Nikolas conversou com a imprensa e reconheceu o desgaste físico causado pela caminhada.
Por meio das redes sociais, o deputado tem atualizado os seguidores sobre a evolução do trajeto. Ao final do terceiro dia, informou ter caminhado 107 quilômetros. Horas depois, registrou 120 e, na sequência, 121 quilômetros percorridos, somando mais de 31 horas de caminhada desde a saída de Paracatu, na última segunda-feira (19).
Além do esforço físico, a caminhada tem sido marcada por discursos políticos. Em vídeos divulgados durante o percurso, Nikolas mencionou militares condenados no inquérito do golpe, afirmando que seriam alvo de perseguição, e comparou escândalos políticos do passado às investigações atuais, questionando a reação da sociedade.
O ato também tem atraído parlamentares de outros estados. O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) convocou apoiadores a participarem do encerramento da marcha em Brasília, classificando o movimento como um “grito de liberdade”. Já o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) informou que se juntou ao grupo no meio do caminho e fez críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal.
O encerramento da mobilização está previsto para domingo (25), ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, em Brasília. O local fica a cerca de 6,4 quilômetros do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, onde será realizado um ato público.
Batizada de Caminhada pela Justiça e Liberdade, a marcha tem como objetivo protestar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra as condenações dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no complexo da Papuda.






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