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Chocolate, queijo e azeite podem ficar mais baratos com acordo entre Mercosul e União Europeia

por | jan 23, 2026 | Últimas notícias

A assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul reacendeu a expectativa de redução de preços de produtos importados no Brasil. Itens presentes no dia a dia do consumidor, como chocolate, queijo, vinho e azeite, estão entre os que poderão ficar mais baratos nos próximos anos com a eliminação gradual das tarifas de importação.

Embora o tratado ainda precise ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul, o acordo já é considerado histórico. Ele cria uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo, reunindo mais de 720 milhões de consumidores e economias que, juntas, somam cerca de 22 trilhões de dólares em Produto Interno Bruto.

Na prática, o acordo prevê que diversos produtos europeus deixem de pagar tarifas ao entrar no mercado brasileiro. A redução, no entanto, não será imediata. A maior parte dos cortes acontecerá de forma progressiva ao longo de vários anos, o que significa que o impacto nos preços finais pode demorar a chegar às prateleiras.

Entre os alimentos mais aguardados pelos consumidores estão o azeite e o vinho, atualmente sujeitos a taxas elevadas de importação. O azeite, hoje tributado em 10%, deverá ter a tarifa zerada ao final do período de transição. Já o vinho, que paga 35% de imposto, também passará a entrar no país sem tarifa ao fim do cronograma previsto no acordo.

Outros produtos alimentícios também estão incluídos. Chocolates, que hoje têm taxação de 20%, terão a tarifa eliminada de forma gradual. Queijos e leite em pó, atualmente tributados em 28%, poderão entrar no Brasil sem imposto dentro de limites anuais de importação estabelecidos no acordo. Fórmulas infantis também terão isenção, respeitando cotas específicas.

Especialistas avaliam que, apesar do potencial de queda nos preços, fatores como custos logísticos, variação cambial, despesas internas e margens de revenda podem influenciar o quanto dessa redução será efetivamente repassada ao consumidor final. Ainda assim, o acordo é visto como um passo importante para ampliar a concorrência, diversificar a oferta de produtos e aumentar a competitividade no mercado brasileiro.

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