Foto: José Marques Lopes
Uma arara-canindé e uma arara-vermelha vêm chamando a atenção no Buraco das Araras, em Jardim (MS), após formarem um casal incomum e manterem convivência estável há cerca de cinco anos.
O caso é considerado raro porque, na natureza, essas aves costumam se reproduzir dentro da mesma espécie, embora sejam monogâmicas. No ambiente da reserva, porém, os dois animais passaram a compartilhar rotina, território e comportamento social, mesmo sendo de espécies diferentes.
A arara-canindé chegou ao local há cerca de sete anos e, inicialmente, não foi aceita pelo grupo de araras-vermelhas. Segundo o acompanhamento da reserva, houve episódios de rejeição nos primeiros meses, com tentativas de afastamento da ave recém-chegada.
Com o tempo, a adaptação aconteceu de forma gradual. A canindé passou a imitar sons do grupo e conseguiu integração com as demais aves, até formar o vínculo com a arara-vermelha.
Apesar da convivência harmoniosa, ainda não há registro de reprodução entre elas. Especialistas explicam que a diferença genética entre espécies distintas pode dificultar a geração de filhotes viáveis, o que torna ainda mais incomum esse tipo de união.
O Buraco das Araras é uma dolina localizada em Jardim (MS) e abriga mais de 150 espécies de animais silvestres. O espaço é reconhecido como área de conservação e também recebe atividades de pesquisa e turismo sustentável.
O casal segue sendo observado por guias e pesquisadores, e se tornou um dos casos mais curiosos de convivência entre espécies já registrados na unidade de conservação.




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