O Coletivo Nós Amamos Brechó lança nesta quarta-feira, 28 de janeiro, a campanha Fios de Força, um movimento nacional que pretende mapear, dar visibilidade e fortalecer mulheres que atuam na moda circular e sustentável, muitas vezes de forma informal e sem acesso a políticas públicas. A iniciativa nasce em Mato Grosso do Sul, onde o coletivo atua desde 2015, e busca alcançar todo o país.
O lançamento será marcado por uma live às 19h30, horário de Mato Grosso do Sul, transmitida pelo Instagram do coletivo. A campanha já está no ar por meio de uma plataforma digital que reúne informações e um formulário de mapeamento nacional, com o objetivo de identificar quem são essas mulheres, onde estão e quais são suas principais necessidades.
A ação é voltada a mulheres que mantêm pequenos brechós, costuram em casa, reaproveitam tecidos ou comercializam roupas usadas em redes sociais e feiras locais. Segundo as idealizadoras, Val Reis e Amparim Lakatos, essas trabalhadoras movimentam a economia circular, geram renda e impacto ambiental positivo, mas permanecem invisíveis para dados oficiais e políticas públicas.
Levantamentos de instituições como IBGE, Firjan e universidades indicam que mais de 80% das mulheres que atuam na moda circular no Brasil estão na informalidade, o que dificulta o acesso a crédito, formação e programas governamentais. A campanha surge como resposta a esse cenário, propondo a construção de dados, narrativas e articulação política a partir da realidade dessas mulheres.
O Fios de Força será desenvolvido em quatro etapas. A primeira é o mapeamento nacional. Em seguida, estão previstas ações de mobilização e visibilidade, articulação política para formulação de propostas e, em fases futuras, formação e apoio técnico para garantir sustentabilidade econômica ao setor.
Com atuação consolidada em Mato Grosso do Sul, o Coletivo Nós Amamos Brechó já realizou centenas de feiras e eventos de moda sustentável e impactou diretamente mais de 300 mulheres. A nova campanha amplia esse trabalho ao propor que experiências do brechó e da moda circular deixem de ser apenas iniciativas individuais e passem a influenciar políticas públicas, geração de renda e reconhecimento do trabalho feminino na economia sustentável.






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