A mulher gravemente ferida no ataque a bomba que atingiu o oligarca ucraniano Vadim Ermolaev, em Mônaco, foi identificada pela imprensa internacional como Anna Nasobina, apontada como amante de longa data do empresário. Ela precisou amputar as duas pernas após a explosão.O ataque aconteceu na segunda-feira (29), na entrada do prédio onde Ermolaev mora no principado. Três pessoas ficaram feridas: o empresário, de 58 anos, Anna, de 46, e um adolescente de 13 anos, filho dos dois.
Vadim e Anna foram levados em estado grave para uma unidade de terapia intensiva. O menino também ficou ferido, mas não corre risco de morte.
Inicialmente, informações divulgadas pela imprensa britânica indicavam que uma das vítimas seria a esposa oficial de Ermolaev, também chamada Anna e mãe de outros filhos do empresário. Depois, veículos ucranianos e europeus passaram a apontar que a mulher atingida era Anna Nasobina, advogada ucraniana que vive em Londres.
A emissora estatal ucraniana Suspilne, citando fontes policiais, informou que a esposa oficial do empresário não ficou ferida e estava em outro local no momento da explosão.
Em declaração ao veículo, a mulher de Ermolaev afirmou apenas que a família vive um momento de extremo estresse e está cooperando com as autoridades.
O blogueiro político ucraniano Anatoly Shariy também afirmou que a vítima da explosão não era a esposa do oligarca.
“Ermolaev estava com sua amante, Anna Nasobina. Ela está com ele há muito tempo. Eles têm um filho de 13 anos”, disse.
Anna Nasobina nasceu em Dnipro, na Ucrânia, e é filha de um ex-vice-procurador-geral da região de Dnipropetrovsk. Ela estudou Direito na Universidade Nacional de Dnipropetrovsk e também passou pelo Instituto Internacional de Gestão antes de se mudar para o Reino Unido.
Atualmente, Anna aparece ligada à empresa britânica Wycombe Square Investments LLP e ao Club Eclectique, uma sociedade privada registrada em Londres, com atuação também associada a Mônaco.
O ataque é investigado pelas autoridades de Mônaco como tentativa de homicídio. Segundo o ministro de Estado do principado, Christophe Mirmand, as vítimas voltavam para casa no início da noite quando foram atingidas pela explosão ao atravessar a entrada do edifício.
Imagens de câmeras de segurança indicam que o suspeito teria circulado várias vezes pela região antes de deixar o artefato explosivo no local. Para as autoridades, o grupo parecia ter sido alvo específico da ação.
Na quarta-feira (1º), um cidadão estrangeiro chegou a ser detido por suspeita de ligação com o ataque, mas acabou liberado após verificações preliminares.
A motivação do atentado ainda não foi oficialmente definida. Investigadores analisam diferentes hipóteses, incluindo possíveis disputas financeiras e ligações com redes de call centers fraudulentos na Ucrânia.
Autoridades ucranianas e veículos locais apontam que o ataque pode estar relacionado a um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo centrais telefônicas em Dnipro, cidade de origem de Ermolaev. O nome do empresário e de pessoas ligadas à sua família aparece em apurações sobre o caso, ainda sem conclusão pública definitiva.
Ermolaev vive em Mônaco desde 2021. Em 2019, ele renunciou à cidadania ucraniana e passou a usar passaporte cipriota. Em dezembro de 2023, foi alvo de sanções pessoais impostas por Kyiv por supostas ligações comerciais com a Rússia.
As autoridades de Mônaco seguem investigando quem ordenou o ataque e qual teria sido a motivação.
Por Notícias ao Minuto
Foto: © Reprodução/X








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