O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que não teme interferências externas nas eleições de 2026 e desafiou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a vir ao Brasil para apoiar seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A declaração foi feita durante a convenção nacional do PDT, em Brasília, na qual o partido oficializou apoio à candidatura de reeleição de Lula.
Durante o discurso, o presidente afirmou que qualquer observador internacional poderá acompanhar o processo eleitoral brasileiro e fez referência direta ao chefe da diplomacia norte-americana.
“Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha. Que monte o comitê. Pois a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia no Brasil”, declarou.
Embora não tenha citado Flávio Bolsonaro nominalmente, Lula fazia referência ao senador, que mantém interlocução com integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A fala também responde a declarações recentes de Marco Rubio sobre as eleições brasileiras. Em junho, o secretário afirmou que pleitos na América Latina, como os do Brasil e da Colômbia, poderiam resultar em mudanças de governo e ampliar a cooperação militar com os Estados Unidos.
Nas últimas semanas, Lula e Rubio intensificaram a troca de críticas. O secretário norte-americano responsabilizou o presidente brasileiro pela imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, acusando o governo de não negociar de “boa-fé”. As novas tarifas estão previstas para entrar em vigor nesta quarta-feira (22).
Durante a convenção, Lula voltou a defender a soberania nacional e afirmou que a eleição presidencial de outubro representará uma disputa em defesa da democracia. O PDT decidiu apoiar o petista já no primeiro turno, abrindo mão de lançar candidatura própria à Presidência da República.






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