A Polícia Federal (PF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um organograma que descreve a suposta estrutura de uma organização criminosa ligada ao empresário Daniel Vorcaro. O documento separa os investigados em núcleos com funções específicas, que vão desde movimentações financeiras até ações de intimidação e ataques virtuais.
Segundo a PF, Vorcaro estaria no topo da hierarquia, apontado como responsável por dar direcionamento às ações do grupo. A investigação também cita a atuação de operadores financeiros, incluindo familiares e pessoas próximas, que seriam responsáveis por viabilizar pagamentos e sustentar a estrutura.
O relatório indica ainda a existência de um intermediário conhecido como “Sicário”, apontado como elo entre o comando e os executores. Ele seria responsável por repassar ordens e articular a comunicação entre os diferentes núcleos.
O organograma divide a atuação em dois grandes braços: “A Turma”, responsável por ações presenciais, monitoramento e obtenção de informações sigilosas, e “Os Meninos”, formado por supostos hackers encarregados de invasões digitais, vigilância eletrônica e ataques cibernéticos, incluindo técnicas de sobrecarga de sistemas.
Entre os citados na investigação estão policiais federais da ativa e aposentados, além de empresários e outros operadores, que teriam participação em diferentes níveis da estrutura.
A PF também aponta a possível atuação indireta de um casal de agentes federais, suspeitos de acessar sistemas internos da corporação e repassar informações sem autorização, utilizando intermediários para evitar rastreamento.
De acordo com os investigadores, o grupo operaria de forma integrada, com divisão clara de funções entre financiamento, execução presencial e ações digitais, formando uma rede hierarquizada de atuação criminosa.








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